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Aldeias indígenas de Aracruz produzem mel de abelhas nativas

Aldeias indígenas de Aracruz produzem mel de abelhas nativas

 

Projeto desenvolvido por Fibria e Kambôas Socioambiental beneficia 41 famílias de 12 aldeias da região

A primeira safra de mel de abelhas nativas, finalizada em abril deste ano, foi produtiva nas comunidades indígenas de Aracruz (ES). Aproximadamente 78 kg de mel foram colhidos em 26 colônias das aldeias Pau-Brasil, Comboios, Três Palmeiras e Caieiras. O projeto faz parte do Plano de Sustentabilidade Tupinikim e Guarani no Espírito Santo (PSTG), desenvolvido pela Fibria em parceria com a Kambôas Socioambiental. A atividade de meliponicultura dentro das comunidades indígenas contribui para a reintrodução de algumas espécies que não eram mais encontradas na região, trabalhando a  polinização e possibilitando uma fonte de renda alternativa.

No total, 41 famílias distribuídas em 12 aldeias participam do projeto de meliponicultura (apicultura com abelhas nativas) desenvolvido pela Fibria. De acordo com Claudia Belchior, Consultora de Sustentabilidade da empresa, o resultado obtido pela colônia Pau-Brasil teve destaque, com a colheita de 4,95 kg de mel.

 

Para participar do projeto as famílias precisam fazer um curso preparatório, que é condição para que recebam as caixas de abelhas. Cada família recebe cinco caixas e todo o material necessário para o manejo, além de assistência técnica para a produção, segundo explica Tiago Barros dos Santos, assistente técnico em apicultura do PSTG e morador da Aldeia Pau-Brasil.

 

“Realizando o manejo correto, nossas experiências mostram que cada meliponário pode chegar ao final de um ano com mais de 30 caixas, a partir das cinco recebidas inicialmente”, destaca Tiago. Ao final desse período, os meliponicultores doam a outras famílias uma parte das caixas que multiplicaram. Essas famílias também vão receber treinamento, iniciando um novo ciclo.

 

Inicialmente, toda a produção será comercializada internamente para consumo das aldeias e parte da colheita será analisada pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), que é vinculado a Agência Paulista dos Agronegócios (APTA) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, com o objetivo de obter certificação para o produto. Para o próximo ano, a expectativa é manter a média de produção para que a colheita ultrapasse uma tonelada de mel.

 

Sobre o PSTG: O Plano de Sustentabilidade Tupinikim e Guarani atua com base em três eixos: apropriação de conhecimentos para a gestão territorial e ambiental das terras indígenas, uso sustentável dos recursos naturais e o fundo de apoio a iniciativas comunitárias indígenas. Com foco nesses pilares, são desenvolvidas atividades de fortalecimento dos coletivos; recuperação de sementes crioulas para plantios nas roças e quintais; enriquecimento das terras com sistemas agroflorestais; meliponicultura e restauração florestal.

 

Sobre a Fibria – Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria possui capacidade produtiva de 5,3 milhões de toneladas anuais de celulose, com fábricas situadas em Três Lagoas (MS), Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Eunápolis (BA), esta última onde mantém a Veracel em joint venture com a Stora Enso. Em sociedade com a Cenibra, opera o único porto brasileiro especializado em embarque de celulose, Portocel (Aracruz, ES). Com uma operação integralmente baseada em plantios florestais renováveis, a Fibria trabalha com uma base florestal própria de 970 mil hectares em áreas localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Bahia, dos quais 343 mil são destinados à conservação ambiental. A Fibria mantém cerca de 18.900 trabalhadores, entre empregados diretos e indiretos, e está presente em 254 municípios de sete Estados brasileiros.


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