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Caged: Outubro fechou com 77 mil postos de trabalho, alta de 20%

O Ministério do Trabalho divulgou nesta segunda-feira (20), o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) para o mês de outubro, com o estoque de emprego formal no Brasil apresentando expansão. O crescimento foi de 76.599 postos de trabalho, equivalente à variação positiva de +0,20% em relação ao estoque do mês anterior. Esse resultado decorreu de 1.187.819 admissões e de 1.111.220 desligamentos. No acumulado do ano, houve crescimento de 302.189 empregos, representando expansão de 0,79% em relação ao estoque de dezembro de 2016. Nos últimos doze meses, verificou-se uma redução de -294.305 postos de trabalho, correspondente à retração de -0,76% no contingente de empregados celetistas do País em relação a Outubro de 2016.

Setor de Atividade

Em termos setoriais, os dados mostram que três dos oito setores de atividade econômica apresentaram crescimento no nível de emprego. Destacaram-se positivamente o Comércio (+37.321 postos), a Indústria de Transformação (+33.200 vínculos empregatícios) e os Serviços (+15.915 empregos). Por outro lado, apresentaram saldos negativos os setores da Construção Civil (-4.764 postos de trabalho), Agropecuária (-3.551 vínculos empregatícios), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (-729 empregos), Extrativa Mineral (-532 postos formais) e Administração Pública (-261 vínculos).

O setor do Comércio foi o principal destaque do mês de Outubro/2017. Houve crescimento do emprego celetista, com saldo positivo de 37.321 postos de trabalho, em decorrência de 320.432 admissões e 283.111 desligamentos, implicando expansão de 0,42% sobre o mês anterior. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo subsetor do Comércio Varejista (com saldo positivo de 30.183 postos formais) e, em menor medida, pelo subsetor do Comércio Atacadista (+7.138 empregos).

A Indústria de Transformação foi o segundo destaque positivo de Outubro/2017. Registrou saldo positivo de 33.200 empregos, decorrente de 214.437 admissões e 181.237 desligamentos, sinalizando crescimento de 0,45% sobre o mês anterior. Verificou-se expansão na quase totalidade dos subsetores que compõem a atividade industrial (onze em doze subsetores), em particular: indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (20.565 empregos); têxtil do vestuário e artefatos de tecidos (2.235 postos formais); química de produtos farmacêuticos, veterinários, perfumaria (2.080 vínculos empregatícios); Madeira e Mobiliário (2.080 empregos); mecânica (1.916 postos); material elétrico e de comunicações (1.310 vínculos); e indústria do papel, papelão, editorial e gráfica (1.003 vínculos empregatícios).

O único subsetor da Indústria de Transformação que apresentou saldo negativo foi a Indústria da borracha, fumo, couros, peles, similares (-821 postos formais).

O setor de Serviços foi o terceiro destaque positivo do mês de Outubro/2017, ainda que sem a mesma intensidade do Comércio e da Indústria de Transformação. Ocorreram 467.880 admissões e 451.965 desligamentos, gerando saldo positivo de 15.915 postos de trabalho, equivalente à expansão de 0,09% em relação ao mês anterior. Esse resultado foi obtido em virtude de saldos positivos em cinco dos seis subsetores, a saber:
Comércio e administração de imóveis, valores mobiliários, serviço técnico (7.628 postos de trabalho);

Serviços médicos, odontológicos e veterinários (4.694 vínculos empregatícios);
Transportes e comunicações (2.540 empregos);

Ensino (842 postos formais);e Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação (293 vínculos).

O único subsetor de Serviços com desempenho negativo foi Instituições de crédito, seguros e capitalização (-82 empregos).

A Construção Civil registrou saldo negativo de -4.764 empregos, decorrente de 103.487 admissões e 108.251 desligamentos, resultando em retração de -0,22% sobre o mês anterior.

Obras para Geração e Distribuição de Energia Elétrica e para Telecomunicações (301 postos), especialmente Goiás (483 empregos) e Minas Gerais (355 postos formais); e
Construção de Redes de Abastecimento de Água, Coleta de Esgoto e Construções Correlatas (279 empregos), especialmente em Minas Gerais (197 postos formais).

O setor da Agropecuária apresentou saldo negativo de -3.551 empregos em Outubro/2017, em decorrência de 71.650 admissões e 75.201 desligamentos, representando retração de -0,22% sobre o mês anterior. As principais classes de atividade da Agropecuária que possuíram saldo positivo de emprego foram: cultivo de Cana-De-Açúcar (2.894 empregos), especialmente em Pernambuco (3.316 postos formais), Sergipe (1.728 postos de trabalho) e Alagoas (1.630 empregos); Cultivo de Soja (saldo de 2.385 empregos), em particular em Mato Grosso (871 postos), Piauí (304 postos) e Maranhão (301 postos); e Cultivo de Cereais (1.213 empregos), em particular Goiás (717 postos) e Rio Grande do Sul (376 postos).

Na Federação, 22 Unidades apresentaram variação positiva no saldo de empregos, com destaque para: Alagoas: expansão de 4,93%, gerando saldo de 16.393 empregos; São Paulo: crescimento de 0,09%, com saldo de 11.349 empregos, motivado principalmente pela expansão do Comércio (+9.181 postos), Serviços (+6.092 postos) e Indústria de Transformação (+4.480 postos); Pernambuco: expansão de 0,70%, com saldo de 8.718 empregos; Santa Catarina: crescimento de 0,43%, com saldo de 8.611 vínculos empregatícios;Rio Grande do Sul: crescimento de 0,32%, com saldo de 8.084 empregos; Sergipe: crescimento de 1,93%, com saldo de 5.491 vínculos empregatícios; Paraná: expansão de 0,18%, com saldo de 4.749 empregos; Minas Gerais: crescimento de 0,11%, com saldo de 4.509 vínculos empregatícios; Ceará: expansão de 0,25%, com saldo de 2.918 vínculos empregatícios; e Amazonas: crescimento de 0,64%, com saldo de 2.605 postos de trabalho.

As cinco Unidades Federativas que apresentaram variação negativa no saldo de empregos foram: Rio de Janeiro: retração de -0,11%, com saldo de -3.861 vínculos empregatícios; Goiás: redução de -0,14%, com saldo de -1.671 empregos; Acre: retração de -0,26%, com saldo de -216 postos de trabalho; Amapá: redução de -0,07%, com saldo de -49 empregos, apesar do saldo positivo de empregos; e Bahia: redução de -0,00%, com saldo de -36 empregos.


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