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Cai número de manifestantes nas ruas. Por que será?

Milhares de pessoas foram às ruas para reivindicar melhores serviços públicos e combate à corrupção em vários estados brasileiros. Aqui no Estado, a manifestação reuniu mais de 100 mil pessoas em Vitória, uma das maiores registradas no país. O fenômeno, no entanto, vem perdendo adeptos, não só aqui no Estado, mas também em outras cidades Brasil a fora. A que deve, afinal, essa redução no número de manifestantes nas ruas. Pelo menos três pontos devem ser levados em consideração. O primeiro deles, sem dúvida, é a violência praticada por um grupo de bandidos infiltrados no movimento.

Após as passeatas pacíficas, essas pessoas aproveitam de um ato legítimo para saquear e depredar patrimônio público e privado. Idosos, adultos, jovens e crianças, possivelmente temendo serem vítimas desses ataques preferiram ficar em casa, já que já tinham dado seu recado às autoridades na “macha dos 100 mil” que tomou as ruas da Capital.

O último protesto, realizado na última sexta-feira, por exemplo, apenas três mil pessoas participaram do evento, segundo dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). E mais uma vez a manifestação terminou com atos de vandalismo e ataques de rojões a uma empresa de comunicação. Vale lembrar que ataques à imprensa representam um ataque à democracia que se levou anos para ser conquistada no Brasil.

Outro ponto que merece ser avaliado é o fato das autoridades públicas terem reconhecido a voz do povo e se movimentarem para atender o clamor das ruas. A própria presidente da República, Dilma Rousseff (PT), reuniu seus pares para dar uma resposta à sociedade. O Congresso derrubou a PEC 37, que reduzia o poder do Ministério Público nas investigações de crimes, que era uma das bandeiras dos protestos. No Estado, o governador Renato Casagrande também já garantiu que vai receber os manifestantes. Pelo menos com essas iniciativas a população viu que há uma intenção das autoridades em resolver o problema.

E por último, a onda de protesto aqui no Estado ganhou grandes proporções e tudo virou motivo para protestar. Com a ajuda da Internet, vários grupos estão promovendo protestos isolados. Na semana passada mesmo, foram cinco de grupos diferentes na Grande Vitória. Um deles até, pasmem, contra a decisão da Justiça que proibiu anúncios da Telexfree. Com tantos eventos pulverizados a “grande marcha” acabou ficando enfraquecida. Mas o que não se pode reconhecer foi a força do movimento pacifico, organizado e ordeiro. Foi diante disso que as autoridades políticas perceberam que o gigante acordou e quer ter seus direitos respeitados.

Aproximação 
As manifestações curiosamente acabaram unindo o Ministério Público e o Tribunal de Justiça do Espírito Santo. Os dois órgãos, que estavam estremecidos desde divergências causadas pela Operação Derrama, selaram a paz e tanto o procurador-geral, Eder Pontes, como o presidente da Corte, Pedro Valls Feu Rosa, ensaiaram uma aproximação, principalmente após a queda da PEC 37.

Eu vou, mas eu volto!
A partir desta segunda-feira, o jornalista Alex Cavalcanti assume interinamente a Coluna Bastidores no período em que estarei de férias. Daqui a 30 dias estarei de novo por aqui e com as energias renovadas. Até a volta!

O jornalista Josué de Oliveira conta para os leitores tudo o que acontece nos corredores dos Três Poderes do Espírito Santo.


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