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Carreira profissional ou maternidade, tem como conciliar ambas?

Escolha difícil, mas percebo que a cada dia, mais confiante, a mulher consegue ver claramente e conciliar mais essa “batalha” com o bom jogo de cintura que tem.

Segundo estudo, 57% das entrevistadas afirmaram que sim, abririam mão da carreira para cumprir a missão da maternidade.  Mais da metade das mulheres da pesquisa acreditam que cuidar das crianças é uma verdadeira missão de vida, e 60% delas não trocariam momentos de lazer com a família por mais tempo e produtividade no escritório.

Ser uma grande mãe ou uma grande executiva? Ou, ainda, conciliar as duas funções? Não importa a sua escolha, desde que o objetivo seja levado a sério. “Se você escolher passar a tarde com os filhos ao invés do escritório, não adianta cinco horas ao lado das crianças, se sua cabeça está nos relatórios a serem entreguem ou nas contas a pagar. Não é o tempo que você passa com eles que importa, mas a qualidade desses momentos.

Por mais que já observássemos isso no mercado, dá para ver que realmente as prioridades mudaram. Essa é uma realidade bem diferente das mulheres em 1970, que precisavam deixar muitas coisas da vida pessoal de lado em prol da igualdade entre os sexos.

Hoje, parece que elas estão mais resolvidas consigo mesmas, a impressão que tenho é que as mamães modernas estão revendo seus objetivos e sua missão de vida. A partir do momento em que optam pelo sonho da maternidade, sua dedicação volta-se para o lar e para os cuidados com a nova vida que chega ao mundo, sem medo e sem culpa. Dedicação e muito trabalho? Claro, desde que não precisem abrir mão daquilo que é mais importante para si.

Elas também querem chegar ao topo da pirâmide corporativa, mas não admitem abrir mão de seus sonhos pessoais. Esse novo direcionamento mostra-se no estudo realizado pela Fundação Perseu Abramos e pelo Sesc, pois 30% das entrevistadas largaram o emprego porque ficaram grávidas ou então para se dedicar mais ao filho. Segundo a pesquisa, o motivo é ir ao encontro da missão que a natureza lhes trouxe, pois 75% delas acreditam que é o papel da mulher cuidar das crianças enquanto os homens podem se dedicar mais à vida profissional.

Mas quanto vale abrir mão de seus sonhos e de seus maiores propósitos? Para algumas mulheres, não importa o que deixarão para trás, desde que cumpram o seu papel. Para outras, é uma decisão difícil, uma tentativa diária de conciliação frustrada. Neste caso, a sensação de culpa é a grande companheira das esposas e mães, pois sempre acham que não estão se dedicando tanto quanto deveriam ao trabalho, nem o que mereciam seus filhos e marido.

O que todas precisam é de consciência para refletir e, assim, definir sua verdadeira missão de vida. Redefinimos nosso caminho a cada escolha que fazemos, e cada vez que optamos, podemos estar nos aproximando ou nos afastando do nosso tão sonhado destino. Devemos fazer das nossas atitudes, as nossas escolhas.

O mais importante não é a quantidade de tempo que se passa com entes queridos, mas sim a qualidade deste período em que estão juntos. É isso que fará com que seu filho tenha maravilhosas lembranças de infância. Lembre-se que são mais válidos cinco minutos de real presença, quando você brinca e dá atenção que uma hora estando ali, só fisicamente, ao lado do filho, mas pensando no trabalho, ou nas contas a pagar.

Seja qual for a sua resposta para a primeira pergunta, de ser mãe ou uma grande executiva, não importa, desde que você sinta que fez a escolha certa. É você a administradora da sua vida. Se as suas decisões fizerem com que se sinta autoconfiante e realizada, visando o seu bem-estar, todos ao redor sentirão seguros de que estão em boas mãos. Experimente brincar, pular, declarar o amor que sente pelo seu filho, então verá como chegará realizada ao trabalho na segunda-feira, feliz e sem culpa!

Quem quiser se aprofundar no assunto os livros Minha mãe, meu mundo” e “O que realmente importa?”, de Anderson Cavalcante, ajudam bastante, pois o autor afirma que a opção dessas mulheres não é nada mais do que a definição de seus propósitos de vida. Segundo o autor, “o mais importante em se definir sua missão, seu propósito de vida, é que, assim, não abrimos mão daquilo que é importante para nós”.


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