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Com a alta do preço do feijão é melhor estocar ou substituir o produto

Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia


Por: Cleusa Duarte

Com o aumento do preço do feijão nas prateleiras de feiras e supermercados, o melhor é pesquisar. Tem preço para todos os bolsos, perfis de gostos e de como cada um prefere fazer sua própria feijoada. O certo é que é melhor procurar alternativas, pois o produto também começa a ficar escasso em algumas redes. Nutricionistas indicam substituir por produtos similares e com as mesmas proteínas.

“Se está caro vamos substituir. Podemos trocar pelo grão de bico, lentilha, vagem que são ricos em ferro, cálcio e vitaminas. Podemos ainda potencializar esses produtos fazendo um feijão com carne seca ou preparando um feijão verde acompanhado de peixe.” ,destaca a nutricionista Amália Magalhães especialista em nutrição funcional.

O feijão verde ou feijão de corda é uma excelente alternativa, de acordo com Amália, o produto pode ser comprado em feiras e também bancas, em qualquer bairro de Salvador. “Não precisa ir muito longe. Vamos valorizar esse feijão, que é produzido aqui na Bahia mesmo.

A reportagem foi conferir o valor do feijão verde na Feira da Sete Portas e a “lata”, como é vendido está oscilando entre R$ 5,00 à 4,50. Mas vale sempre pedir um desconto.

O fradinho e o carioquinha estão por R$5,00 reais o quilo, o branco tem variações entre R$4,00 à R$ 8,00. O mesmo ocorre com o feijão preto que vai de R$ 6,00 até R$ 10,00. O mais caro, entretanto, é o mulatinho utilizado na famosa feijoada baiana, o quilo mais em conta na feira visitada está por R$ 9,00.

Mas tudo depende, é preciso caminhar mesmo dentro da feira e procurar o feijão da sua preferência e analisar os preços. No Box do João o “mulatinho Rose” está custando R$ 10,00. “Já esteve pior, ano passado esteve até mais caro, neste mesmo período, garante João da Farinha, proprietário do Box.

Para Isaura Maria, frequentadora assídua da Sete Portas quando o requisito é compras, “não faz sentido justo o mulatinho estar custando tão mais caro .Veja que até estão mais em conta o valor dos outros feijões, mas esse que é considerado o mais saboroso por nós baianos está esse absurdo de valor.”

No Box carcará, o proprietário Wellington Monteiro diz que comprou grande estoque, então ainda está vendendo com preços mais acessíveis . O mulatinho por R$ 6,00, 0 branco por R$ 8,00 e o preto por R$ 9,00. “Mas,se tiver que comprar mais vou ter que aumentar. Repassar o valor que estou pagando.O certo é que estamos vendendo mais, aumentou a clientela, pois nos mercados está mais caro.”

Nas redes de supermercados como o Rede Mix da Sete Portas o produto está escasso. Os preços ainda variam entre R$ 4,98 o carioquinha à R$ 8,00, o mulatinho e R$ 7,99 o Kicaldo preto. O fradinho está por R$ 7,85. No Gbarbosa da Rótula do Abacaxi cada marca tem um valor bem diferenciado. O peg pag, por exemplo, custa R$ 3,99, já o Kicaldo R$ 8,99 e o prezunic R$ 5,99, os mulatinhos. O preto prezunic fica por R$ 6,99.

Já no Extra os valores oscilam entre o branco de R$ 3,99 até o marotinho preto de R$ 8,79 e o tozzo de R$ 4,29. Porém o carioca manolinho está por R$ 8,79. Outra possibilidade é comprar os sacos de meio quilo, que sustam a metade do preço.

O feijão é um excelente aliado da alimentação saudável, esportes e emagrecimento, justamente por ser rico em proteínas e outros nutrientes como fibras e vitaminas, tanto que pesquisas recentes recomendam que mantenhamos feijões( ou leguminosas, com os feijões, lentilhas, ervilhas, grão de bico) na nossa dieta. Além disso, faz parte do habito alimentar da maioria dos brasileiros.

Considerado alimento essencial na cesta básica, o feijão vem subindo o valor desde o mês de outubro do ano passado.. Com as inundações no Rio Grande do Sul, nos últimos meses, área principal de produção de grãos no Brasil, a produção foi afetada e os produtores aumentaram o valor da venda. O fator climático não tem ajudado pois alem das inundações em outras regiões tem a seca . A Cada dia da permanência de altas temperaturas e sem chuvas generalizadas acontecerão novas perdas de produtividade.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Feijão (IBRAFE), o produto foi afetado em 30% de sua área de plantação. “Isso significa, em nível Brasil, um milhão de hectares a menos, o que estaria entre os menores números da história, talvez venha a ser a menor área plantada da história”, ressalta o presidente da entidade, Marcelo Lüders.

Segundo o Ibrafe, muitos agricultores estão preferindo plantar soja na safra de verão, devido ao retorno maior, e fazer na segunda safra o plantio do feijão. “Há um desestímulo muito forte. Muitos negociaram seu produto sem margem ou com margem negativa. Ou seja, aqueles que poderiam estar investindo na cultura não estão”, afirma Marcelo. A diminuição de área também está impactando as vendas de sementes, que segundo o instituto, já caíram 50%. A segunda safra será colhida entre abril e maio. Até lá, a expectativa do Ibrafe é de uma oferta menor do que a demanda. Para Lüders, é o momento mais crítico dos últimos anos, já que não há feijão para ser importado da Argentina e não há estoque do Governo.

“Os maiores produtores do Brasil estiveram reunidos na última sexta-feira e sábado e constataram o que já é percebido: o volume do Feijão-carioca disponível hoje não será suficiente para abastecer o mercado até a próxima safra, mas, também, trabalham de olho em não perder a oportunidade de ir fazendo preço médio. Sabem que o consumidor deverá, em algum momento, estar pagando muito caro pelo Feijão e o preço encontrará um limite. O consumo cairá, sim, para se adequar a este patamar mais alto que é esperado de agora em diante. Ninguém acha isso positivo para a cadeia produtiva, mas é a realidade da conhecida oferta e demanda.” É o que diz informativo Só Feijão”do Ibrafe.


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