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CULTURA: A POESIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

A POESIA DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA

Ramiro Guedes

 

CULTURA: O meu preclaro amigo Jajá, dono do site Teixeira Verdade, solicitou a esse albugiminoso escriba que viesse trazer e esse espaço uma coluna. Fiz ver ao amigo que até poderia, mas só se a coluna fosse sobre cultura. Justifiquei a ele que não queria me manifestar sobre política, pois outros mais sapientes estã fazendo isso e não me julgo capaz de pitaquear sobre tão momentoso assunto, principalmente sobre a vasqueira e pútrida política teixeirense, onde as pessoas não se respeitam e onde bandidos travestidos de jornalistas e radialistas vivem de mentir a denegrir a honra alheia. Jajá concordou e eis-me aqui com mais uma coluna. Nesse primeiro momento, volto a um tema que sempre me cativou: a poesia dentro da música popular brasileira. São versos primorosos, cantador pelos nossos artistas populares e que merecem ser recordados. Vamos lá?

“Às vezes quero crer mas não consigo…

É tudo uma total insernsatez…

Então pergunto a Deus: ‘escute anigo

Se foi pra desmanchar

Pra quê que fez?’”  (Vinícius e Toquinho em Testamento).

“A saudade é o revés de um parto,

A saudade é arrumar o quarto

Do filho que já morreu…” (Chico Buarque, em Pedaço de mim).

“Meu patrão, uma esmola

A um homem que é são

Ou lhe mata de vergonha

Ou vicia o cidadão…” (Luiz Gonzaga e Zé Dantas em Vozes da seca.)

“Ah, a lua que no céu surgiu

Não é mesma que me viu

Nascer dos braços teus…” (Vinícius de Moraes, em Serenata do Adeus)

“Se você não voltar

O que faço da vida…

Não sei mais procurar

A alegria perdida…

Eu não sei nem por que

Terminou tudo assim:

Se eu fosse você

Eu voltava pra mim…” (Silvio César, em Pra você)

“Madeira de dar em doido

Vai bater até quebrar…

É a volta do Cipó de Arueira

No lombo de quem mandou dar…” (Geraldo Vandré, em Arueira)_

“Cês pensou que nóis fumos embora?

Nóis enganemo ocêis…

Nós fingiu que fumos e vortemo,

Ó nóis aqui traveiz…” (Adorniran Barbosa em Fumos e vortemos).

“Nossos ídolos ainda são os mesmos

E as aparências não enganam mais.

Eu só sei que depois deles

Não apareceu mais ninguém.

Minha dor é perceber

Quer apesar de termos tudo que tivemos

Ainda somos os mesmos e vivemos

Como nossos pais…” (Belchior, em “Como nossos pais”),

“Eu é que não me sento

No trono de um apartamento

Com a boca escancarada, cheia de dentes,

Esperando a morte chegar.

Porque, longe das cercas embandeiradas que separam quintais,

No cume calmo do meu olho que vê

assenta a sombra sonora de um disco voador…” (Raul Seixas, em Ouro de Tolo).

“Coisa mais bela nesse mundo não existe
Do que ouvir um galo triste no sertão se faz luar.
Parece até que a alma da lua é que desponta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar....” (“Luar do Saertão, de Catulo da Paixão Cearense).


São centenas de pérolas da MPB e mais à frente citaremos outras. Até mais ver.

 


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