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DELETOR COLOCA NEGROMONTE ENTRE OS QUE RECEBERAM R$ 200 MIL NA LAVA-JATO

Rafael Ângulo, braço direito do doleiro Alberto Youssef, afirmou em acordo de delação premiada firmado na Operação Lava Jato que cada entrega de propina a políticos ligados ao Partido Progressista (PP) chegou a até R$ 200 mil.
O acordo de delação de Rafael Ângulo foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e ainda está sob sigilo. Os depoimentos do delator ajudaram a Polícia Federal (PF) a cumprir, na última terça-feira (14), 53 mandados de busca e apreensão na casa de políticos. Ângulo citou na delação nomes de diversos políticos com foro privilegiado, entre eles o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), para quem relatou ter entregue em mãos R$ 60 mil.
Aos investigadores, o entregador de Youssef contou que, no começo de 2008, passou a participar de almoços com políticos em razão do papel que iria exercer: o repasse da propina. Segundo ele, a partir de então, começou a ver políticos no escritório do doleiro. Entre eles, estariam os ex-deputados do PP Pedro Corrêa, Mário Negromonte (atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia) e João Pizzolatti, além do hoje deputado federal Nelson Meurer (PP-PR). Os políticos negam envolvimento em esquema de corrupção.


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