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DEPUTADO TEMÓTEO BRITO LEVA A COMISSÃO DE AGRICULTURA PARA O INTERIOR DO ESTADO

A Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa deixou as dependências da Casa para cumprir agenda na cidade de Conceição do Coité, onde, na manhã de ontem, foi realizada uma audiência pública para discutir a situação do sisal com os produtores, trabalhadores, empresários, parlamentares e órgãos do governo, proposta pelo deputado Tom Araújo (DEM).

O auditório do Centro Cultural Ana Rios Araújo foi completamente ocupado por populares de 20 municípios, tanto dos que fazem parte da microrregião do sisal quanto de outros, como Campo Formoso e Irecê, que também se destacam no setor. Representantes de organizações financeiras como BNB, Caixa e Banco do Brasil, do Sebrae, de sindicatos, pesquisadores da Ufba, Uneb e Embrapa, além de políticos e secretários da região, uniram-se à plateia de produtores sisaleiros, a fim de pluralizar o debate e fomentar soluções propositivas.

Os deputados membros efetivos da comissão, Coronel Santana (PTN), Luizinho Sobral (PTN), Joacy Dourado (PT) e Hebert Barbosa (DEM), compuseram a mesa, ao lado do prefeito de Coité, Renato Souza (PP), e José Jailmo (PHS), presidente da Câmara de Vereadores, além do ex-deputado Emério Resedá e de José Ronaldo, ex-prefeito de Feira de Santana.

A abertura dos trabalhos foi feita pelo presidente da comissão, Temóteo Brito (PMDB), que parabenizou a iniciativa do colega democrata. “Vamos buscar uma tecnologia mais moderna para atender o povo sofrido dessa região”, afirmou Brito. Segundo Tom, mesmo sendo uma questão regionalizada, deve ser vista como de suma importância e prioritária para o governo, diante dos mais de 500 mil baianos que sobrevivem da cultura do sisal. “Sou representante legítimo da região do sisal e vou levantar essa bandeira”, declarou. O parlamentar assegura que quem extrai o sisal atualmente ainda o faz com a mesma máquina de 60 anos atrás. “O sisaleiro teve que escolher entre ser mutilado ou não ter o que comer”, disse, referindo-se à máquina conhecida como paraibana, responsável pela amputação de mais de dois mil trabalhadores, por não conferir segurança ao usuário.

TECNOLOGIA

O interesse na aquisição de nova tecnologia, principalmente uma máquina adequada para o desfibramento do sisal é o principal ponto reivindicado pelos produtores. De acordo com Misael Ferreira, da Associação dos Produtores de Sisal da Bahia, esta é uma preocupação que já existe há 20 anos. No entanto, além da necessidade de insumos tecnológicos, o presidente do Sindifibras (Sindicato das Indústrias de Fibras Vegetais no Estado da Bahia), Wilson Andrade, acredita que uma série de medidas devem ser adotadas para propiciar crescimento ao setor e sanar a crise vivida em 2009. Dentre essas, ele aponta a continuidade do apoio da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), uma adequação do governo à política cambial, a fim de beneficiar as exportações, além da concessão de créditos para aumentar a produtividade no campo. Esse auxílio na elaboração de projetos para a obtenção de recursos junto aos bancos foi anunciado por Raimundo Sampaio, superintendente da Seagri (Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia), como uma ação que já está sendo colocada em prática.

Para o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Paulo Câmera, ainda ocorre o uso primário da potencialidade do sisal, consumindo apenas 4% da fibra, sendo preciso estimular um maior aproveitamento do produto. “Agora acontece um novo esforço do governo para o total aproveitamento do sisal e mudar essa realidade de forma prática e definitiva”, disse o secretário, referindo-se às pesquisas incentivadas pelo governo, a exemplo do estudo do suco do sisal para o desenvolvimento de bioinseticidas. “Ao longo desses anos, só se falou em desfibradoras. Invertemos o raciocínio comum de começar pela produção. Enxergamos o produto final e toda a modificação que isso ocasionará”, afirmou. Paulo Câmera entende que isso proporcionará uma reação em cadeia dos benefícios, já que haverá uma necessidade de qualificação do produto, certificação, aumento da produção e geração de mais empregos. Entretanto, o deputado Tom se contrapôs à visão do secretário. Para ele, “quando essa proposta se efetivar, a maioria das pessoas que aqui estão, não estarão mais presentes.”

Erivaldo Oliveira

Professor Universitario e Assessor do Deputado Temóteo Brito


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