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DILMA COMEÇA A PENSAR NO MINISTÉRIO E WAGNER É UM DOS NOMES COTADOS


O fechamento das urnas abriu a bolsa de apostas sobre o novo perfil que terá a Esplanada dos Ministérios a partir de janeiro, mas a temporada de caça aos cargos começa já nesta segunda-feira. A presidente reeleita Dilma Rousseff não prometeu extinguir ministérios, como fez seu adversário, Aécio Neves, e nem anunciou nomes antecipadamente. O único tranquilizante servido por Dilma ao mercado e a credores internacionais foi avisar, três meses antes das eleições, que o “capitão” da economia, o ministro Guido Mantega, deixa a Esplanada com a instalação do novo governo. Ela também anunciou, durante a campanha, que em seu segundo mandato, haverá uma nova composição ministerial.

A expectativa no mercado e no governo por uma definição na Fazenda já fez circular vários nomes para a vaga. Um dos que sempre figuram entre os alvos da especulação é Nelson Barbosa, ex-secretário-executivo da pasta e homem da confiança da presidente. Dilma tem boa relação com o antigo auxiliar, que, apesar de cotado, tem dito que nunca foi sondado para o posto.

Outro que costuma aparecer na lista é o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante que, em qualquer hipótese, tem vaga garantida no novo governo. Coringa, Mercadante já ocupou os ministérios de Ciência e Tecnologia e Educação. Nos últimos tempos tem sido um dos conselheiros mais próximos da presidente, o que indica que pode também permanecer na Casa Civil.

A lista inclui ainda o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, um “ex-tucano” que caiu nas graças do PT e de seu principal líder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O ex-presidente queria lança-lo ao Senado no aceno que levou para a coligação de Dilma o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab, mas a pressão da militância por Eduardo Suplicy o fez desistir.

O governador da Bahia, Jacques Wagner, o ex-ministro do Desenvolvimento Agrário e ex-presidente da Petrobras Biocombustível, Miguel Rossetto e o deputado licenciado Ricardo Berzoini, ministro das Relações Institucionais, têm lugar garantido na Esplanada.

Wagner, que já foi titular do Trabalho e da Articulação Política, pode tanto voltar para uma das pastas que já ocupou quanto ganhar o da Integração. Sua presença na campanha de Dilma no Nordeste e o desempenho político na Bahia ao eleger o sucessor depois de dois mandatos, o petista Rui Costa, o colocam também como um dos novos nomes do PT em 2018 caso Lula não queira disputar.


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