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Ecofolia contabiliza 70 toneladas de resíduos

Ecofolia contabiliza 70 toneladas de resíduos sólidos coletadas durante o carnaval
A campanha “Ecofolia Solidária: O Trabalho Decente Preserva o Meio Ambiente” fechou mais um carnaval com balanço positivo. Os 2.650 catadores de latinha cadastrados tiveram a oportunidade de trabalhar com mais dignidade durante a festa e coletaram mais de 70 toneladas de material reciclável durante a folia, nas ruas e camarotes dos circuitos da festa, reduzindo assim o impacto ambiental causado pelo descarte inadequado de resíduos sólidos.
A ação, articulada pelo programa estadual Vida Melhor, teve a execução da Companhia de Desenvolvimento e Ação regional (CAR), empresa da Secretaria de Desenvolvimento e Integração Regional (Sedir), e o apoio da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes).
Realizada pelo Complexo Cooperativo de Reciclagem da Bahia (CCRB) e pelo Centro de Educação e Cultura Popular (CECUP), a ação tem o objetivo de promover a inserção socioprodutiva dos catadores de materiais recicláveis, através da coleta seletiva solidária e o incentivo à relação de comércio solidário durante os festejos do carnaval. O projeto busca também a preservação do meio ambiente e a destinação adequada dos resíduos sólidos, como latas de alumínio e aço, garrafas pet, papelão e plástico, coletados durante a realização da festa.
Os produtos recolhidos foram concentrados em cinco postos, instalados na Barra, Ondina, Largo Dois de Julho, Ladeira da Montanha e no Politeama. Durante o carnaval, no período de 06 a 13, uma equipe da CAR, formada por 21 técnicos, teve a função de monitorar, acompanhar e avaliar as ações.
Para o coordenador do Vida Melhor/CAR, Marcos Rocha, a ação no ecofolia 2013, se traduziu  na trilogia da questão ambiental, econômica e social.  “Apesar da sua expertise na implementação de projetos no meio rural, a CAR conseguiu, junto com sua equipe e demais parceiros,  implementar o ecofolia 2013 com total sucesso, atendendo a mais de 2.600 recicladores que encontram no meio da folia momesca a sua sobrevivência”, disse.
Ainda de acordo com Rocha, esta é uma fonte de geração de emprego e renda, apesar de momentânea, mais que significa a sobrevivência para um grande número de famílias. “É um carnaval não mostrado pela imprensa, e que o folião não se dá conta, primeiro da quantidade de resíduo sólido gerado. Os catadores coletaram cerca de 70 toneladas de latinhas e pet. Se não fosse os recicladores este material iria para o lixão”, conclui.
Segundo o técnico da CAR, Luciano Lélis de Souza, a garantia do financiamento do projeto “Eco Folia Solidária 2013” promoveu a inserção dos catadores, revelando que a partir dessa percepção será possível centrar o esforço no aperfeiçoamento de projetos que possam demonstrar capacidade de promover mudanças efetivas dos seus beneficiários, impactando assim o conjunto da sociedade. “Para isso é essencial o fortalecimento da capacidade de planejamento das organizações, através de capacitação das estruturas executoras, tendo na supervisão e na avaliação instrumentos fundamentais de apoio para posteriores correções de rumo”, afirmou.
Foram oferecidos aos trabalhadores suporte para comercialização e armazenamento do que foi coletado nos sete dias de folia e ações de combate ao trabalho infantil, além do apoio com alimentação para estes trabalhadores.
Para a catadora Rosália Conceição dos Santos, de 59 anos, a iniciativa do governo melhora o orçamento doméstico e leva mais respeito aos que passam dia e noite catando latinhas no meio da folia. “Trabalhamos de forma padronizada e isso dá mais importância ao nosso trabalho”.
Já Maria do Carmo Santos Silva, de 50 anos, que participou da campanha nos anos anteriores, falou das melhorias que houve em relação ao ano passado. “As fardas estão mais confortáveis e estamos com equipamentos completos para nossa proteção. A comida também é boa e é de grande ajuda para nós trabalhadores”.
Em 2013, foram cadastrados 2.475 catadores avulsos e atuaram nas centrais de coleta 175 catadores cooperados, com a distribuição de 2.650 fardas, 2.650 protetores auriculares, 39.538 refeições e 1000 big bag. O projeto tem se ampliado a cada ano, possibilitado pela adesão de um número maior de trabalhadores, de segmentos dos poderes públicos e de parceria com entidades da sociedade civil, da Universidade, e pelo maior volume de recursos investidos.


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