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Ética: muda com o tempo ou vem de berço e é imutável?

Ética: muda com o tempo ou vem de berço e é imutável?

 

Atualmente se fala muito em revolução, mas como confiar nesses emergentes revolucionários que há pouco tempo era mais um corrupto passivo ou coisa pior? Aprendemos no cotidiano a duvidar das pessoas. É comum encontrarmos, principalmente no ambiente competitivo de trabalho, pessoas de má índole, corruptíveis, falsas, sociopatas e que fariam de tudo para ‘subir na vida’.

Será que não é o momento para tentarmos debater sobre a variante ética a que estamos sujeitos na atualidade? Será que sabemos o que é ética? E ter ética no trabalho?

Esse meu comportamento filosófico inicial é para levar o leitor a fazer o exame de consciência que eu fiz após assistir a situações um tanto vexatórias e, infelizmente, contagiantes, de competição por quem quer mostrar que executa um serviço melhor, e acaba por baixar o nível ético e moral no trabalho e na vida.

Para início de prováveis respostas, ‘ética’ vem do grego ‘ethos’ que significa costumes ou hábitos dos homens. Para o Dr. Paulo Silvino, ética se associa a moral, ao passo que trata da “reflexão acerca da influência que o código moral estabelecido exerce sobre a nossa subjetividade, e acerca de como lidamos com essas prescrições de conduta, se aceitamos de forma integral ou não esses valores normativos e, dessa forma, até que ponto nós damos o efetivo valor a tais valores”.

Entender ética na atualidade também se depara com questões de análise linguísticas, a respeito do discurso pronunciado e do que realmente colocamos em prática. Do que é mandado fazer e o que realmente fazemos. Exemplos cotidianos nos envergonhariam agora, o fato de estar na lei que é proibido roubar, mas não nos preocupamos em devolver o troco que veio a mais por descuido da atendente. Ou mesmo enfatizar os erros e/ou defeitos – mesmo que inexistentes – do colega de trabalho para o chefe, a fim de poder “puxar o tapete” do outro e conseguir melhor colocação no trabalho.

Essas são atitudes que qualquer pessoa normal diria ser sem ética. Mesmo assim, grande número de pessoa as praticariam. A questão ética também se esbarra entre as dualidades ‘bem’ e ‘mal’, ‘certo’ e ‘errado’ e ‘justo’ e ‘injusto’. Pensar em fazer o bem, o certo, o justo, seria o primeiro passo para ter uma atitude ética, se não fosse o simples fato disso tudo parecer ser relativo, principalmente quando o bem para o outro, não significaria, a princípio, o bem para nós mesmo.

Será que nos falta altruísmo para poder viver em sociedade?

Querer altruísmo numa sociedade capitalista e competitiva é buscar algo quase impossível de se por em prática. Ainda bem que valores são coisas difíceis de acabar, valores éticos que vem da educação racional que recebemos durante toda a nossa vida das pessoas com a quais convivemos.

Penso eu que a ética em meio a esse turbilhão de valores a que nos submetemos com o advento da internet e outras tecnologias de aproximações entre os povos e etnias da Terra, está sujeita ao que carregamos do berço. É no ambiente familiar que construímos os valores que vamos aumentar ou diminuir durante vivencias, porém de uma forma ou de outra terá reflexos em nossa atitude para toda a vida.

Está certo que algumas famílias têm relações mais conturbadas do que outras, isso fica nítido em algumas atitudes igualmente complexas e ambíguas que temos no dia a dia. Se nascemos em um ambiente familiar em que reina a paz, o amor ao próximo, e somos levados a conviver com pessoas de inclinação para a guerra e para a inveja, caso não sejamos totalmente corrompidos pela má índole dessas pessoas, também não ficamos totalmente imunes ao quanto nos afeta a falta de moral deles.

Como devolver com ética um comportamento amoral, antiético? Ou seria a ética de nossos pais e avós totalmente ultrapassadas para essa juventude emergente e que se acha poderosa com seus celulares, tablets, notbooks e dólares no bolso? Ter ética nesse momento carece de reflexão e calma, afinal somente dessa forma teremos bom senso de não acabar com bons costumes e nem impedir que novos rostos mostram como sobreviver nessa selva capitalista.

Petrina Moreira Nunes/jornalista do Jornal Alerta


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