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Fala do governador Wagner na ALBA (TF)

Governador fez balanço dos seus 7 anos de governo no improviso
Foto: Manu Dias

 

   Em nossa opinião ficou aquém do esperado a mensagem que o governador Jaques Wagner fez, na tarde desta segunda-feira (3), na abertura da 4ª Sessão Legislativa da 17ª Legislatura. Em tom linear e discurso de improviso desprezando o texto preparado por sua assessoria, o governador não empolgou a platéia, foi pouquissimo aplaudido, e se limitou a fazer um balanço das atividades dos seus 7 anos e 1 mês de governo.
   O governador, em síntese, destacou dois pontos que considerou fundamentais em sua gestão: 1) A normalização de acodo com os ditames da democracia das relações do seu governo com a sociedade, em todos os campos, da imprensa aos gestores municipais: 2) O foco no social com o Topa, Água para Todos, 5 novas universidades federais no estado, geração de empregos e assim por diante.
   Com esse tom mais politica à sua fala, entendendo que, qual seja o gestor que lhe suceder este não poderá retroceder no anti-jogo democrático (referência clara ao “carlismo” e também um recado às oposições), Wagner deu especial ênfase a esse ponto do pronunciamento, e também valorizou bastante o foco no social entendendo que seu governo, com o apoio de Lula/Dilma, em períodos diferenciados (11 anos do PT) mudou alguns aspectos na Bahia, especialmente na organização melhor da agricultura familiar, no fortalecimento das familias e no atendimento à saúde e à educação.
   No mais, o governador apresentou números de balanço dos seus 7 anos de governo, na recuperação das estradas, na implantação de novos hospitais, na melhor espacialidade da cultura, no Topa, no Programa Água para Todos e enfrentamento da seca, na valorização do servidor público, no combate à violência, sem, contudo, fazer uma fala mais convincente e sem traçar comparativos com governos anteriores ao seu.
  Além disso, salvo na entrevista que deu à imprensa antes da sessão, na qual comentou sobre algumas metas finais do seu governo, a mensagem ficou sem uma pegada final, sem dizer o que fará seu governo como conclusivo até dezembro de 2014, especialmente os grandes projetos que estão em andamento (Porto Sul/Fiol, metrô, etc) e outros que ainda estão apenas no papel (Ponte Salvador-Itaparica, integração com o Oeste).
 À imprensa, Wagner afirmou que este é um ano de conclusões. “Vamos concluir a implantação do metrô, colocar em licitação o Sistema Viário do Oeste, conhecido como ponte Salvador-Itaparica, continuar ampliando a geração de emprego e a atração de novos investimentos, temos uma expectativa de que sejam investidos R$ 40 bilhões em novas empresas na Bahia até 2016.
   Pontos abrangentes sobre os quais há dúvidas.
   No final do improviso, Wagner pediu a atenção para a leitura de um texto no qual destaca a importância dos valores morais da sociedade e do homem, advertindo que aqueles que têm como Deus o Bezerro de Ouro, o futuro é sómbrio; e aquele que respeita os valores que carrega dentro de sí tem futuro de brilhantismo.
   Faltou, portanto, pegada ao discurso do governador. Ou como o próprio disse: – Não é a emoção do primeiro dia de aula; nem também do último dia, porque ainda faltam 11 meses para concluir meu governo.


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