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Familiares e amigos vão às ruas de Teixeira pedir julgamento do caso Cassiane

 

 

 

 

Familiares, amigos e Alunos do Centro Territorial de Educação Profissional do Extremo Sul da Bahia (CETEPES), Igualdade Justiça e o Centro de Referência de Assistência Social (CREAS – Cassiane Lima) foram às ruas na manhã desta terça-feira, 14 de junho, pedindo que a justiça mantenha a comarca de Teixeira de Freitas como sede do julgamento do caso Cassiane.

O ato foi organizado depois que o advogado defensor público conseguiu por meio de um recurso, adiar o júri popular que aconteceria nesta terça-feira.

O defensor alega que por conta da repercussão do caso, Ismael de Jesus, assassino da adolescente, teria sua integridade física colocada em risco e pediu a mudança de comarca para realização do júri.

Ismael confessou o assassinato da adolescente Cassiane Lima, ocorrido em 27 de novembro de 2014, e responde a ação penal 0300230-40.2015.8.05.0256, que tramita na Vara de Execuções Penais desta comarca de Teixeira de Freitas. Ele foi pronunciado pelos crimes de homicídio qualificado (três qualificadoras) e ocultação de cadáver.

 

O adiamento do júri, que ainda não teve uma nova data divulgada, causou indignação em familiares e amigos da adolescente.

Segurando cartazes com pedidos de justiça e palavras de ordem, os alunos e integrantes do CREAS caminharam até a Defensoria Pública, no percurso ainda fizeram uma pequena parada frente ao prédio da OAB.

Discussão em sala

A caminhada desta terça-feira também faz parte de um trabalho desenvolvido pela coordenação pedagógica do CETEPES junto aos alunos que debate a cultura do estupro em sala de aula.

 

 

Antes do início da caminhada, o alunado assistiu a uma palestra sobre análise de discurso sobre a mulher, na mídia, nas músicas e na propaganda, e a questão da objetivação do corpo feminino.

 

O momento foi explanado por Juliana dos Santos Ferreira, doutora em lingüística pela PUC do Rio de Janeiro.

A professora Vera Lúcia da Silva, professora de Língua Portuguesa e vice-diretora pedagógica do CETEPES, explica que a necessidade de trabalhar o tema surge a partir do momento que foi percebido nos alunos, questões que precisam ser discutidas sobre violência contra a mulher e outras minorias.

 

A necessidade foi agravada com a perspectiva do julgamento do caso Cassiane, no colégio há vários ex-colegas da adolescente que estudaram com ela no colégio Igualdade e Justiça. Além disso, o caso da menina estuprada no Rio de Janeiro por 33 homens suscitou uma discussão acalorada entre os estudantes, muitos acreditando que a culpa era da vítima, “algo bem típico da cultura do estupro”, destaca a professora.

Ainda segundo Vera Lúcia, é importante que o assassino de Cassiane seja julgado e de preferência condenado com a pena máxima, mais urgente que isso seria começar a discutir os mecanismos que produzem estupradores, “eles continuarão a existir, de repente o caminho seja a educação das mentes, para que talvez um dia a gente possa ter uma cultura de valorização e não objetivação do corpo feminino”, concluiu a professora.

 

De acordo com o coordenador do CREAS Cassiane Lima, Rosércio Alves, a incidência de casos de estupro envolvendo menores em Teixeira de Freitas é muito grande. Pouco mais de 90 alunos do Igualdade e Justiça, ex-escola de Cassiane, também participaram da palestra, segundo o diretor Neander Pinheiro.

 

Ainda esta semana uma carta da mãe de Cassiane pedindo justiça circulou nas redes sociais, Leiam a o clamor de uma mãe que perdeu a filha de forma tão violenta

 

 

Venho por meio desta, comunicar a toda sociedade de TX de Freitas e região, que por meio desta que a data do julgamento l4/06/20l6 foi suspensa prolongando ainda mais o sofrimento da família e amigos, que lutam por uma justiça justa.

O ad. defensor público Hemerson Halsey Soares do qual defende o acusado de ter assassinado minha filha Cassiane Cassi Lima,o mesmo entrou com recurso desforamento que o assassino seja julgado em outra comarca resguardando integridade física do seu cliente.

Fico revoltada com essa decisão, pois quem cuidará da nossa integridade física?????fui vítima desse bandido a sociedade foi vítima, e quem oferece perigo somos nós???

Nunca fui aparada por nenhum recurso já ele é aparado pelos recursos humanos do qual só protege bandido que oferece perigo,fomos traumatizados pela violência que esse bandido nos causou e nunca fomos aparado por psicólogos já ele é a todo momento aparado,a minha intensa busca por justiça e pra outras Cassiane não venha ser vitimas o nosso grito e por pena máxima, e ele saindo daqui pra ser julgado em outra comarca isso facilita a pena mínima desse bandido.

O crime foi cometido aqui, queremos que ele seja julgado aqui ele conseguiu deixar toda a cidade em pavorosa, agora pegar o processo e levar pra outra comarca onde a população não tem conhecimento porque o mesmo vai a Juri popular. Agora pergunto como que uma população que não sofreu com esse bandido pode julgar ele em um Juri popular?

Todas a as minhas manifestações foram pra buscar justiça, até isso o seu defensor juntou nos autos pra justificar que seu cliente poderia ser prejudicado!!!!!! Agora uma pergunta, Dr. era pra mim ficar calada????

Pra seu cliente ?????Quem precisa de paz e justiça somos nos.

Revoltada com essas brechas que essas leis dão pra bandido, porque um pai de família não tem direitos bandidos tem.

Isso não mim calará, clamarei por justiça até que ela seja feita.

Esse é um clamor de uma mãe que pede um filho.

*sulbahianews


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