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Governo diz a candidatos que ‘não vai se meter’, mas articula pró-Nilo

Foto: Carol Garcia/ GOVBA
Foto: Carol Garcia/ GOVBA

Caberia a Reinaldo Braga, do partido do atual presidente da Assembleia e ex-líder da oposição, captar cinco votos do lado contrário; PP deve anunciar apoio a Coronel nesta terça

Articuladores do governo do Estado contataram os deputados Ângelo Coronel (PSD) e Luiz Augusto (PP), nesta segunda-feira (30), para avisar aos candidatos que não irá se envolver na eleição para presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

O dia foi marcado por reuniões lideradas pelo governador Rui Costa e pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Jaques Wagner, e contaram em pelo menos uma oportunidade com a participação do titular de Relações Institucionais, Josias Gomes, e os parlamentares Rosemberg Pinto (PT) e Reinaldo Braga (PSL), único do grupo a atender os telefonemas do bahia.ba, mas por duas vezes prometeu retorno e não cumpriu. Todos os demais não responderam aos contatos e o próprio Nilo adotou a Lei do Silêncio.

Apesar das mensagens visualizadas e não respondidas, das ligações encerradas ou não atendidas, ou mesmo do mantra repetido pelas secretárias de que “o senhor fulano de tal está em reunião”, a reportagem apurou que, embora o aviso de que o Palácio de Ondina se isentaria da disputa, uma estratégia estaria em curso. A tática não seria de distanciamento e muito menos para encontrar um nome de consenso, mas sim trabalhar em favor da quinta reeleição de Marcelo Nilo (PSL).

Decano da AL-BA, integrante da mesma sigla do atual comandante da Casa, e de bom trânsito com a oposição, bancada que liderou no ano de 2011, a missão de Braga até o dia da votação, a próxima quarta-feira (1º), é simples: conquistar cinco votos do lado contrário, o que daria margem de segurança de pelo menos um ponto para Nilo, que contabiliza 29 adesões à sua empreitada – o mínimo para vencer o pleito são 32.

“Estamos confiantes. Vamos vencer a eleição”, disse esfuziante um dos principais apoiadores do presidente.  No entanto, “não recebi nenhuma ligação” e “ninguém me contatou” foi a resposta obtida entre os membros da ala contrária, que garantem que o grupo “fechou questão e a tendência é de que vote em bloco com Coronel para fragilizar o governo”.

A expectativa é de que Luiz Augusto anuncie o apoio ao aliado na corrida ainda nesta terça (31). “Coronel está melhor, tem mais espessura e não vai retirar o nome”, garantiu um peessedista. A bancada do PP vai se encontrar em um almoço nesta terça (31) e, segundo um pepista, “exceto se acontecer alguma coisa muito estranha”, vai declarar adesão a Coronel ainda no turno vespertino.

Se não houver traição e se o posicionamento pró-Coronel da minoria se confirmar, o deputado do partido do senador Otto Alencar contabiliza 33 votos, o suficiente para vencer a peleja: sete do PSD; cinco do PP, dois do PSL e 19 da oposição.

Caso se concretize, a primeira derrota de Nilo nos últimos dez anos é avaliada como de um “efeito devastador” na base do governo, que se mobiliza para evitar que a ponte para 2018 projetada pelo prefeito ACM Neto, que alimenta a esperança de rompimento entre Otto e Rui, se materialize.


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