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Lava Jato: MPF denuncia PP por improbidade, inclusive baianos

Lava Jato: MPF denuncia PP por improbidade, inclusive baianos

Os deputados federais baianos Roberto Britto e Mário Negromonte Júnior, além do conselheiro do TCM Mário Negromonte são acusados de receber propina da Petrobras

Fotos: Zeca Ribeiro / Leonardo Prado / Câmara dos Deputados | Montagem: bahia.ba
Fotos: Zeca Ribeiro / Leonardo Prado / Câmara dos Deputados | Montagem: bahia.ba

 

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou nesta quinta-feira (30) uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o PP devido a supostos crimes ocorridos na Petrobras.

De acordo com a força-tarefa da Operação Lava Jato, foram identificados dois esquemas de desvio de recursos: na diretoria de Abastecimento (Petrobras) e outro ligado aos benefícios que a Braskem, empresa do Grupo Odebrecht, obteve a partir da atuação no setor petroquímico da estatal. O prejuízo foi de US$ 35 milhões, entre 2006 e 2012.

Entre os nomes citados pelo MPF, estão envolvidos os deputados federais baianos Roberto Britto e Mário Negromonte Jr., além do conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) Mário Negromonte, ex-vice-presidente nacional e comandante estadual da legenda no período citado. São acusados ainda os ex-parlamentares Pedro Corrêa (PP-PE), Pedro Henry (PP-MT) e João Pizzolatti (PP-SC), os atuais congressistas Nelson Meurer (PP-PR), Arthur Lira (PP-AL), Otávio Germano (PP-RS) e Luiz Fernando Faria (PP-MG) e Roberto Britto (PP-BA), além de João Genu, ex-assessor de José Janene, que foi líder do partido e morreu em 2010.

O coordenador da força-tarefa, procurador Deltan Dallagnol, afirmou que, pelo menos, 21 políticos receberam propinas entre R$ 30 mil e R$ 300 mil por mês, a título de mesadas.

“As evidências colhidas ao longo da investigação apontam que o dinheiro ilícito da corrupção da Petrobras foi empregado para o enriquecimento ilícito dos participantes e para financiar campanhas eleitorais. Neste último aspecto, a corrupção, além dos seus efeitos perniciosos mais usuais, atenta contra a legitimidade do processo democrático, por desequilibrar artificialmente as disputas eleitorais”, disse Dallagnol, em coletiva.

Outro lado – Procurado pelo bahia.ba, o conselheiro Negromonte negou ter recebido propina a título de mesada por parte da Petrobras. “A acusação é sobre improbidade e danos ao erário. Não vou responder agora. Meu advogado está vendo. A denúncia é de um delator, criminoso confesso, que é o Alberto Youssef. Baseado nisso, o MPF ajuizou a ação. É uma denúncia fantasiosa”, disse.


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