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MARCELO ODEBRECHT ACHAVA REMOTA A POSSIBILIDADE DE SER PRESO, DIZ FONTES


Preso na manhã desta sexta-feira (19) na 14ª fase da Operação Lava Jato, o empresário Marcelo Odebrecht vinha pedindo a seus executivos que defendessem o grupo das acusações de ter pago propina para conseguir obras na Petrobras. Chegou a enviar uma carta interna a seus milhares de funcionários pedindo isso.

Dizia que o fato de nenhum executivo do grupo ter sido preso até então, ao contrário do que ocorreu com a maior parte das grandes empreiteiras, depunha a favor da companhia. Segundo pessoas que estiveram com ele recentemente, Marcelo achava muito remota a possibilidade de ser preso, embora outros executivos do grupo não mostrassem tanta certeza.

De todas as companhias envolvidas na Operação Lava Jato, a Odebrecht é a de maior poder econômico e influência política. Sua construtora é a maior do país, e a Braskem é líder da petroquímica na América Latina.
Na política, está entre os principais financiadores de campanhas e seus controladores são próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de deixar o governo, o ex-presidente teve viagens a países da África e à América Latina bancadas pela Odebrecht.

Marcelo sempre negou a participação de sua empresa no esquema de corrupção da Petrobras. No ano passado o empresário afirmou que é obrigação dos empresários tentar influenciar as decisões do governo, sempre de maneira legítima e transparente. “Não faria nenhum pedido que não pudesse ser feito de maneira transparente. Que mais tarde pudesse me deixar mal com meus filhos”, afirmou, na ocasião.

Marcelo assumiu um dos maiores grupos empresariais do país, fundado pelo avô Norberto, no começo de 2009. Casado e pai de três filhas, não herdou o carisma do avô e do pai, Emilio, e é uma pessoa de opiniões fortes. As informações são da Folha.


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