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Monitoramento da Fibria no Espírito Santo registra espécies de aves raras

Monitoramento da Fibria no Espírito Santo registra espécies de aves raras

 

Das 210 espécies identificadas, 16 são raras, entre elas o beija-flor Glaucis dohrnii, que há 22 anos não era avistado em terras capixabas.

 

O Programa Poupança Florestal da Fibria envolve pequenas e médias propriedades. Além de representar uma importante alternativa econômica para os produtores, os plantios de eucalipto possibilitam a conectividade de fragmentos de florestas nativas, o que favorece a diversidade de fauna. Sabe-se que esses plantios são usados por aves como área de abrigo ou corredores de passagem.

 

No monitoramento anual de avifauna da Fibria, foram realizadas pesquisas de campo em propriedades com plantios de pelo menos 15 hectares de área e em situações de altitude representativas do estado, localizadas na porção das serras capixabas ao norte do rio Doce. As avaliações foram feitas em Marilândia, Colatina e Pinheiros. Os levantamentos foram realizados em 2013 e o relatório final acaba de ser concluído.

 

O monitoramento identificou 210 espécies de aves, o que equivale a 32% da listagem estadual. Destas, 16 são consideradas ameaçadas de extinção ou vulneráveis. Entre as ameaçadas, está o beija-flor Glaucis dohrnii, que não era visto há 22 anos no Espírito Santo. A ave carrega grãos de pólen entre flores e auxilia na manutenção da diversidade genética da população das plantas envolvidas.

 

Outra espécie rara encontrada foi a formigueiro Myrmeciza ruficauda, vista na mata da Reserva Biológica de Córrego do Veado, que faz divisa com o talhão monitorado. A ave ameaçada no estado e nacionalmente, endêmica do bioma, só tinha registros conhecidos na Rebio de Sooretama e Floresta de Linhares. O ultimo registro da espécie no estado foi na década de 80.

 

É possível citar alguns fatores que contribuem para o risco de extinção das espécies, como a perda de hábitat, o isolamento das populações remanescentes, a diminuição populacional por doenças, eventos climáticos negativos, número de exemplares insuficientes para manter a dinâmica reprodutiva ou intercruzamento de aparentados com depressão gênica.

 

As 16 espécies em extinção foram descobertas no interior dos talhões de eucalipto, mostrando que esses plantios servem como via de conexão entre fragmentos ou são usados como áreas de vida, ao contrário de pastagens e plantios anuais. Esse dado evidencia a permeabilidade dos talhões para tais aves, possibilitando tanto a conectividade direta pela passagem no seu interior, como pelo uso de recursos locais.

 

Sobre a Fibria – Líder mundial na produção de celulose de eucalipto, a Fibria possui capacidade produtiva de 5,25 milhões de toneladas anuais de celulose, com fábricas localizadas em Três Lagoas (MS), Aracruz (ES), Jacareí (SP) e Eunápolis (BA), esta última onde mantém a Veracel em joint venture com a Stora Enso. Em sociedade com a Cenibra, opera o único porto brasileiro especializado em embarque de celulose, Portocel (Aracruz, ES). Com uma operação integralmente baseada em plantios florestais renováveis, a Fibria trabalha com uma base florestal própria de 970 mil hectares em áreas localizadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Bahia, dos quais 343 mil são destinados à conservação ambiental. A Fibria mantém cerca de 18.900 trabalhadores, entre empregados diretos e indiretos, e está presente em 254 municípios de sete Estados brasileiros.

 


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