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Multa de trânsito acaba em briga entre policial civil e militares

Fernanda Viegas

Multa de trânsito acaba em briga entre policial civil e militares

Uma discussão entre um policial civil e alguns militares terminou com a detenção do primeiro por imprudência de trânsito, na madrugada desta terça-feira (3), no bairro Alípio de Melo, na região da Pampulha, em Belo Horizonte.

De acordo com o boletim de ocorrência feito pela PM, o policial civil, que tem 29 anos, teria sido flagrado por um militar dirigindo de modo perigoso um Fiat Idea. Além de estar em alta velocidade, o rapaz fazia zigue-zague na via e teria feito uma manobra arriscada, puxando o freio de mão. Ao descer do veículo, ele entrou na sede da 8ª Cia do 34º BPM fumando. Um dos militares teria dito a ele que o iria multar pela infração de trânsito que teria cometido. Isso teria exaltado o policial civil, que aparentava, ainda segundo a PM, estar sob efeito de alguma substância psicoativa.

Um outro militar teria solicitado ao civil que não fumasse no local, o que deixou os ânimos ainda mais acirrados. “Vai me prender porque estou fumando aqui dentro?”, teria dito o policial civil. Em seguida, ele teria ido para a varanda da 8ª Cia da PM acompanhado de militares. De acordo com a Polícia Militar, o policial civil teria se inclinado em direção ao cinto de um dos militares, onde ficam a algema e a arma, agarrado a algema com uma das mão e puxado, arrebentando o porta-algema. Outros militares, acreditando que o homem tentava alcançar a arma, o imobilizaram.

Como o policial civil se debateu, os militares teriam usado de força para contê-lo, e o conduziram para a Central de Flagrantes. Depois, o policial civil foi encaminhado para o Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) para registrar a ocorrência de trânsito.

A assessoria do batalhão informou, ainda, que o policial civil teria alegado que foi ao local porque precisava do comparecimento da PM em sua casa, mas ele não teria explicado o motivo nem dado prosseguimento à suposta denúncia que faria.

Outro lado

Na versão do policial civil dado ao delegado do Ceflan, repassada pela assessoria da corporação, ele afirmou ter sido agredido pelos militares. Contou que a ex-mulher teria arrombado a casa dele e que os dois começaram a brigar. Com isso, ele foi ao batalhão pedir reforço e voltou para casa. Como nenhum militar teria ido à residência dele, el voltou à Cia do batalhão, e quando chegou lá um soldado teria brigado com ele por ele estar fumando um cigarro. Os dois começaram a discutir e o militar teria golpes de gravata nele, que depois foi imobilizado e algemado por mais militares.

Segundo o policial civil, dois dos militares o conheciam, já que ele trabalha perto na 4ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste. Mesmo assim, teria ouvido dos militares que ele estava “noiado” e embriagado”. Além disso, disse que mesmo algemado um cabo o chutou no rosto.

O policial civil não estava armado e afirmou não entender o motivo das agressões. Todos teriam sido ouvidos e liberados e as corregedorias das duas corporações irão acompanhar o caso.

A assessoria da Polícia Civil confirmou que o homem foi ao Detran por ter sido flagrado em direção perigosa.

*O tempo

 


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