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O Mundo que queremos: Sustentável e Desenvolvido

Sinal de alerta aceso. A cada ano, os problemas ambientais são vistos com mais preocupação e veem preenchendo agendas como pauta principal nos diversos setores, pois a atividade humana está fundamentalmente alterando a dinâmica do mundo. Desde o primeiro grande evento sobre a temática, ocorrido em 1972 em Estocolmo, Suécia, a cada 20 anos os grandes líderes retomam as discussões e buscam soluções ou mecanismos que regulamentem ações governamentais refletindo na sociedade. Elaboram-se documentos que servirão de referência na preservação do planeta.

Entretanto, nem sempre a teoria se via na prática porque muitos países desenvolvidos e em desenvolvimento, devido ao modelo de produção e consumo estabelecido, não aplicaram as políticas ambientais o que acabou por intensificar o aquecimento global, por exemplo. Aconteceu no Rio, a ECO 92 onde a presença de chefes de Estado fora maior que a anterior e notou-se a presença de um grande número de Organizações Não Governamentais (ONGs). Agora, o mundo se volta novamente ao Rio de Janeiro. De 13 a 22 de junho, a Rio +20 – organizada pela ONU com 130 chefes de Estado e algo em torno de 5000 líderes econômicos, ativistas e investidores – amplia as discussões e ratifica a urgência de ações resolutivas. Uma coalizão global para mudanças. Estamos à beira do limite – os sinais são mais perceptíveis que 20 anos atrás – e, definitivamente, precisa-se encarar esse desafio de frente! Apesar de algumas nações desenvolvidas estarem em meio às crises econômicas – o que poderá tirar atenção ao tema -, espera-se um comprometimento em conjunto. Crises são sazonais e, na maioria, reversível, enquanto que os problemas ambientais são irreversíveis.

Inovação e uso de novas tecnologias são as molas mestre para encontrar alternativas viáveis que proporcionarão melhor qualidade de vida às gerações futuras. Economia verde, química verde, biotecnologia são os temas que permeiam as novas propostas de dinâmica de produção. Aliar sustentabilidade a desenvolvimento será possível desde que feito de forma consciente e, necessariamente, difundida a todos. A Rio +20 permitirá, também, colocar em evidência outros aspectos que há a necessidade de reflexão: vemos a escassez alarmante de alimentos, combustível e os recursos naturais dos quais a civilização depende.

Como muitos dos desafios de hoje são globais, exigem uma resposta global – coletividade exercendo uma parceria poderosa. Este é um momento para os líderes do mundo se unir no propósito comum em torno de uma visão partilhada do nosso futuro – o futuro que queremos. É necessário definir um novo rumo em direção a um futuro que equilibre as dimensões econômica, social e ambiental de prosperidade e bem-estar humano.

Tiago Almeida Fonseca Nunes


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