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O poema dos enamorados

O poema dos enamorados

O mês de junho é especial para a juventude porque um de seus dias é o “dia dos namorados”.

Um dia de ternura, sem dúvida. É um convite para sermos, acima de tudo, “enamorados da vida”. Por isso que é bom conversarmos sobre afetividade e sexualidade, um poema a ser vivido por todos.

Sintomas

Todos queremos ser felizes e são muitas as expressões de felicidade. A alegria da vida é vivida nas festas, onde a dança é parte importante da curtição. A bebida é outra expressão de fazer do mundo uma festa. Há quem acrescenta a isso o “homem” e a “mulher” como fonte de gozo irrecusável. O próprio uso do corpo, com seus agradáveis mistérios, se inscreve nas possibilidades de gerar felicidade. O cultivo das aparências como a moda, o jogo de luz, a agitação, as “viagens” não são nada mais que anseios de fazer de tudo um gozo.

Infelizmente, da forma como todas estas realidades são vividas, podem ser um sintoma da cultura de morte disfarçada em vida.

O sonho é a vida

Não há dúvida de que ninguém, sadio, vai dizer que o nosso destino é a morte, ou, então, afirmar que a vida se inscreve no capítulo da morte. Acreditamos que tudo, neste mundo, está voltado para a vida, apesar de todas as agressões dos cultivadores da morte do homem e da natureza. Tudo está bem quando há verdadeira harmonia, quando as relações são de amizade, quando o outro não é objeto, mas sujeito, quando não se “tem” somente o corpo, mas quando se “é” corpo, quando a vida não é rotina, quando os valores que moram em nós têm chance de crescer em nossos jardins. Em outras palavras, somos feitos para viver e cultivar a afetividade. O desafeto é uma agressão, assim como a opressão, a injustiça e a exploração.

O corpo

Há algumas balizas de vida que merecem toda a nossa atenção. A primeira, é o próprio corpo. É preciso amá-lo e cultivá-lo em nós e nos outros. Não gostar da gente é, na maioria das vezes, não gostar do nosso corpo. Podemos dizer que o corpo é a nossa casa. A casa que não falta pra ninguém. Pode haver maus tratos e invasões, mas a casa do corpo deve ser motivo de muita ternura. A casa deve ser bonita e acolhedora para nós e para os outros.

A família

Outra baliza da vida é a família. É claro que muitas vezes ela não nos agrada porque aquilo que vemos poderia ser bem melhor. Mas não fujamos da família. Não basta negá-la porque vamos substituí-la por outra. A afetividade e a sexualidade não podem abstrair da preparação e da vivência familiar. A afetividade e a sexualidade, aliás, não são exclusivamente dos jovens. Vale para os “coroas” e os jovens.

Aldeia fraterna

Outra baliza da vida é a sociedade que chamamos, em nossa utopia, de “aldeia fraterna”. Aí entra a afetividade da ecologia, das relações de produção, da convivência política partilhada, da utopia do Reino e da curtição de um Deus que é amor.

O grande convite da afetividade e da sexualidade é de sermos, pois, enamorados da vida em todos os seus aspectos. É muito pobre restringirmos este assunto ao estritamente “sexual” ou “genital”. Estamos ante uma proposta de vivência global, que seja sexual e afetiva. Não nos foi dada a vocação de sermos agressivos e duros. Nosso coração é de carne e o coração da realidade também sonha que descubramos que o coração dela não é de pedra, mas de poemas que sonham ser lidos e declamados.

*Hilário Dick,
assessor de juventude, Porto Alegre, RS

Nossa Homenagem:

jajá.


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