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Opção mantém doente em contato com a família e humaniza tratamento

Quando a internação domiciliar passou a ser implantada nos Estados Unidos, por volta dos anos 80, notou-se que os pacientes apresentaram uma recuperação mais rápida em comparação aos que permaneciam internados de maneira convencional. Também pudera, pois por melhor que seja o hospital ou clínica, nada como o conforto e a liberdade da própria casa para que pacientes e familiares se sintam melhores e confiantes, confirmando a tese de que o emocional incide diretamente na saúde física. Com isso e com a evolução da medicina, os chamados home care tornaram-se uma realidade palpável até mesmo para casos de maior complexidade em termos de tratamento médico.

E a proposta de instalar uma unidade de tratamento em residências passou a ser a solução para familiares de portadores de doenças crônicas. Facilitar a rotina dos cuidadores e acompanhantes, permitindo assim que a dedicação ao paciente seja exclusiva, segurança do próprio paciente, que passa a sofrer menos riscos de contração de infecções, como a hospitalar, e a liberação de leitos em clínicas e hospitais estão entre as vantagens desse sistema de tratamento.

“Se há condições de proporcionar um ambiente para internação em casa, sou totalmente favorável porque não há dúvida que isso seja o melhor para o paciente e para a família”, diz a médica pediatra, Sueli Samaha, lembrando que a contra-indicação existe somente quando a situação ou o momento é de risco de morte. Home care, define ela, é o serviço de internação domiciliar para pacientes crônicos que tem como objetivo dar um suporte de vida adequado às necessidades específicas de crianças, jovens, adultos ou idosos. Além de humanizar o tratamento e os cuidados, tem como vantagem afastar o paciente das bactérias mais resistentes, responsáveis pelas infecções que normalmente atingem quem passa por uma internação em hospital.

Claro que tanta vantagem torna o sistema um tanto custoso, no entanto a médica alerta que o custo é menor que o de uma internação convencional, visto que a recuperação e a saúde física e emocional do paciente apresentam melhoras e quadros positivos. Nesse caso, o que é bom para a família é bom também para convênio e sistemas de saúde já que a diminuição de despesas para que paga o tratamento tem sido reconhecida. “Muitos convênios entenderam o home care como vantagem e passaram a dar cobertura também para esse sistema de internação”, afirma Sueli. “De toda forma, assim como todo tratamento de alto custo, pode ser solicitado ao Sistema Único de Saúde (SUS). É um direito”, ressalta.

Internação

A internação em domicílio visa atendimento especializado e não dispensa certos cuidados aplicados em hospitais, como a disciplina com a higienização do ambiente, dos equipamentos e especialmente de quem vai ter contato ou vai manipular o paciente. Como enfatiza a médica Sueli, a higiene nunca deve ser dispensada, em qualquer situação, e deve ser reforçada quando se trata de cuidados médicos. E ter essa consciência é tão imprescindível quanto reconhecer a responsabilidade da família em administrar a nova rotina. “Mesmo com auxiliares de enfermagem se revezando no plantão de atendimento do home care, o paciente nunca deve ficar sem a presença de um integrante da casa. Essa é uma das condições do home care, até mesmo porque o objetivo é humanizar, proporcionar contato com a família e não a terceirização disso”.

Segundo Sueli, antes de instalar o home care solicitado pelo médico, a empresa responsável por prestar esse serviço indica à família as mudanças que devem ser feitas no ambiente para deixá-lo arejado e adequado às necessidades dos serviços e equipamentos que serão instalados, como os que dão suporte respiratório, por exemplo. A empresa prestadora dos serviços de home care, esclarece Sueli, deve atuar mediante autorização do Conselho Regional de Medicina (CRM) e demais órgãos locais. Também é supervisionada por quem custeia o serviço, ou seja, pelo convênio médico ou pelo SUS.

Com o paciente em casa, o médico responsável pelo tratamento também deve fazer visitas periódicas, como num hospital. “Pode ser uma vez por semana ou uma vez a cada duas semanas. Depende muito da situação e do caso do paciente”. Além disso, é o médico que solicita outros tratamentos e profissionais, como enfermeiros, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, nutricionistas. A médica explica: “geralmente, os pacientes crônicos que precisam de internação se alimentam por um catéter, que leva o alimento direto para o estômago, procedimento chamado de gastrostomia. Isso exige uma indicação de uma nutricionista sobre os melhores suplementos, alimentação”.

Pediatra Sueli Samaha – Por: Luiz Setti


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