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Painel:Bastidores de Brasília

Painel:Bastidores de Brasília

Na sombra – Quem conhece o temperamento de Dilma Rousseff acredita que, sem prejuízo da admiração e gratidão infinitas por Lula, ela não achou o máximo o fato de o presidente ter chamado para si a resposta à oposição no “Receitagate”, com direito a protagonismo na propaganda de TV. Depois de semanas de consolidação da imagem própria da candidata, na esteira de sua escalada nas pesquisas, o episódio lançou dúvidas sobre a capacidade de Dilma de se defender sozinha. Paciência, diz um especialista em Lula. Ele fez como achou melhor. Não achará ruim se Dilma chegar ao Planalto cem por cento devedora de sua ajuda.

Vai indo – Em razão do nascimento do neto de Dilma, de sua preparação para debates e da necessidade de poupar a voz, Lula poderá comandar sozinho comícios pré-agendados. Seria o terceiro evento na campanha em que o presidente pede votos sem a candidata a tiracolo. Os outros dois foram Guarulhos e Ribeirão Preto.

In loco – Depois do comício de Lula e Dilma em Minas, Hélio Costa e os petistas Patrus Ananias e Fernando Pimentel foram a Brasília ontem gravar com o presidente. Ele estava na companhia do peemedebista quando telefonou a Dilma para cumprimentá-la pelo neto.

Lobby – Apoiador de Aécio Neves (PSDB), o empresário Sérgio Andrade, da construtora Andrade Gutierrez, conversou com mais de um integrante do primeiro escalão de Lula na tentativa de evitar a ida do presidente a Minas em apoio a Hélio Costa. Não surtiu efeito.

Pá de cal – A coligação de Geraldo Alckmin sepultou ontem as chances de Soninha Francine virar candidata ao Senado no lugar de Orestes Quércia. Levado ao presidente do PPS-SP, Davi Zaia, o veredicto foi creditado ao PMDB, que só se contentará com a suplência de Aloysio Nunes (PSDB) se não houver substituto para a outra vaga.

Oferta – Os tucanos propuseram ao PTB um acordo com o senador Romeu Tuma, que está hospitalizado. Ele seria guindado informalmente ao posto de segundo nome “solteiro” ao Senado da coligação e abastecido com material de propaganda e declarações públicas de apoio de Alckmin.

Bem na foto – As primeiras sondagens da eleição para deputado mostram que a estratégia do PT-SP de priorizar na TV a pregação do voto na legenda vai se revelando exitosa. As citações diretas ao partido, somadas ao fenômeno Tiririca (PR), projetam bancada de 20 federais pela coligação liderada pelos petistas. O “blocão” que une PSDB-DEM-PPS faria 16.

Top of mind – Pelas mesmas projeções, o PSB, catapultado pelo trio Márcio França, Gabriel Chalita e Marcelinho Carioca, daria um salto na sua representatividade, elegendo até nove nomes. Já a sobrevivência do PP depende da elegibilidade de Paulo Maluf, barrado pela Lei da Ficha Limpa. Se ele conseguir o registro, a sigla pode ter sete vagas.

Tiroteio

“O PTB tem comando e não aceita conselho de desconhecidos. Pelas declarações do candidato, posso medir seu desespero”

Do deputado estadual CAMPOS MACHADO, presidente do PTB-SP, sobre a “sugestão” feita pelo candidato Ricardo Young (PV) para que o concorrente Romeu Tuma, hospitalizado, retire-se da disputa pelo Senado.

Contraponto

Enrolation – À espera da chegada de José Serra num evento com 2.000 pessoas no Credicard Hall, Guilherme Afif (DEM) passou a improvisar na lista de políticos que usariam o microfone. Para entreter a plateia, foi chamando ao palco os senadores presentes:

– Agora vamos saudar o senador Flexa Ribeiro!

Constrangido, o paraense alertou:

– Eu? De novo? Acabei de falar… O meu prestígio é tão grande assim em São Paulo?

– Em eventos como este, apelo sempre a um senador. Ninguém contesta. Mesmo que fale duas vezes…


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