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Painel:Bastidores de Brasilia

Painel:Bastidores de Brasilia

Redução de danos – Informada de que a nova edição da revista ‘Veja’ traria acusações contra Erenice Guerra, Dilma Rousseff, embora ‘em recesso’ pelo nascimento do neto, disparou pessoalmente, entre quinta e sexta, alguns telefonemas na tentativa de aferir o grau de encrenca a envolver sua sucessora na Casa Civil.

Interpelada por coordenadores da campanha petista, Erenice disse estar tranquila inclusive em relação ao filho, que teria, segundo a reportagem, recebido comissão para si próprio e para o partido de empresa que ganhou contrato nos Correios. Até agora, ela era dada como nome certo no eventual governo Dilma.

Alta ansiedade – O presidente do PT, José Eduardo Dutra, define o estado de espírito no comando da campanha de Dilma diante da perspectiva de vitória no primeiro turno: “Parece até que o Natal está chegando, mas o dia 3 de outubro não”.

Colateral – Alguns petistas avaliam que o ‘Receitagate’, embora até agora improdutivo do ponto de vista eleitoral para José Serra (PSDB), pode ter contribuído para conter o crescimento de Aloizio Mercadante em São Paulo. Ele, que desde o início do horário eleitoral gratuito havia escalado oito pontos, recuou um no novo Datafolha, e está com 23%.

A cizânia 1 – Jarbas Vasconcelos (PMDB), que a muito custo aceitou dar palanque a José Serra em Pernambuco, caminhando para sofrer a maior derrota de sua carreira, e Sérgio Guerra, coordenador da campanha nacional tucana, mas localmente acertado com o governador Eduardo Campos (PSB), nem se falam mais.

A cizânia 2 – Também estão com as comunicações praticamente interrompidas os deputados Jutahy Júnior (PSDB) e ACM Neto (DEM), esteios da campanha de Serra na Bahia. O ‘demo’ Paulo Souto, candidato a governador do bloco oposicionista, derrete a cada pesquisa.

Desde criancinha – É um fenômeno: a perspectiva de derrota de Serra está transformando alguns dos correligionários mais próximos a ele em amigos de infância de Geraldo Alckmin, líder nas pesquisas para o Palácio dos Bandeirantes.

Coisas da vida – Em privado, o fim do DEM é tratado como um dado de realidade pelos principais líderes do partido. A diferença se dá entre os que apostam em algum tipo de fusão agregadora de oposicionistas e aqueles que planejam pular do barco sozinhos, de preferência rumo a siglas lulistas. A segunda opção é majoritária.

Resgate – Exonerado quando Cezar Peluso assumiu a presidência do Conselho Nacional de Justiça, o juiz federal Erivaldo Santos volta agora como auxiliar da ministra Eliana Calmon, recém-empossada na corregedoria do CNJ. Na gestão de Gilmar Mendes, Santos foi responsável por dois dos mais importantes projetos do conselho: o do mutirão carcerário e o Começar de Novo, de reinserção de egressos do sistema prisional.

TIROTEIO

A única coisa que o Serra conseguiu ao explorar o caso da Receita foi aquilo que ele vinha tentando evitar a campanha inteira: chamar o Lula para a briga

DO DEPUTADO EDUARDO CUNHA (PMDB-RJ), sobre a dianteira inalterada de Dilma Rousseff no mais recente Datafolha sobre a sucessão presidencial.

Contraponto

Fronteira eleitoral – Um assessor do deputado estadual Ricardo Montoro (PSDB-SP), que neste ano tentará vaga na Câmara, viajou a Curitiba para ver a família e aproveitou para visitar o comitê correligionário Beto Richa. De volta a São Paulo, fez um relato entusiasmado ao chefe:

– Fui muito bem recebido!

– E como está a campanha lá?, indagou Montoro.

Aparentemente ignorando o fato de que um candidato ao Legislativo por um Estado não pode ser votado em outro, o assessor respondeu sem titubear:

– Ah, fique tranquilo… Nós teremos muitos votos lá!


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