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Para o governo e a oposição, adesão popular diminuiu em protestos contra Dilma

Para o governo e a oposição, adesão popular diminuiu em protestos contra Dilma

Nas palavras de um ministro petista, apesar da insatisfação real, apontada nas pesquisas recentes, as manifestações de rua perderam fôlego

13/12/15, 16:54

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m um ponto integrantes do Palácio do Planalto e da oposição concordam em relação às manifestações deste domingo: a adesão popular diminuiu de forma significativa.

Para auxiliares da presidente Dilma, os protestos deste domingo foram recebidos com alívio e dão ao governo tempo para tentar se reaglutinar. Além disso, diminuiram a pressão imediata em cima do Congresso Nacional para acelar o processo.

Nas palavras de um ministro petista, apesar da insatisfação real, apontada nas pesquisas recentes, as manifestações de rua perderam fôlego.

“Independentemente da manifestação ter sido esvaziada, temos de reconhecer que existe, sim, desaprovação recorde ao governo. Portanto, precisamos tentar reverter essa situação”, observou ao Blog esse ministro.

Para a oposição, foi um erro tentar fazer uma mobilização em cima da hora. Em Brasília, por exemplo, o protesto reuniu, cerca de seis mil pessoas, segundo a PM, bem menos que os 45 mil registrados em março.

“E também foi visível a falta de adesão popular ao protesto da Av. Paulista” disse ao Blog um senador tucano.

Para este cacique do PSDB, a data escolhida para as manifestações foi “errada”, porque é véspera de Natal e, nas palavras dele, as pesoas não estão mobilizadas. Para a cúpula do partido, o “ideal” seria esperar o início do próximo ano para que, depois do carnaval, fosse organizada grande mobilização nacional.

“Uma mobilização esvaziada pode passar a impressão de que não há apoio popular a favor do impeachment e isso faz com que o governo ganhe algum tempo para se rearticular no parlamento”, acrescentou esse senador.

Oposicionistas reconhecem que, diferentemente do impeachment do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, quando as ruas pressionaram o Congresso, agora terá de haver movimento oposto, ou seja, uma mobilização do Congresso para pressionar as ruas. “Por isso a mobilização deste domingo deveria ter sido adiada para outra data.”

Uma preocupação entre integrantes da oposição é que as mobilizações a favor do impeachment fiquem restritas a grupos mais radicais de direita. “É preciso incluir toda a sociedade. Se a mobilização ficar apenas com extremistas, isso afastará a classe média”, completou o senador tucano.

Conforme relatos do repórter Filipe Matoso, do G1, que acompanhou o protesto em Brasília, em dois momentos os manifestantes vaiaram pessoas que defenderam intervenção militar em discursos nos carros de som.


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