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Polícia Federal indicia presidente e executivos da Odebrecht

A Polícia Federal indiciou na tarde desta segunda-feira (20/7) o presidente da empreiteira Odebrecht, Marcelo Bahia Odebrecht, por corrupção ativa, fraude em licitação, lavagem de dinheiro e crime contra a ordem econômica. Também foram indiciados outras sete pessoas ligadas à maior empreiteira do país, como os executivos e diretores Alexandrino Alencar, Rogério Araújo, Márcio Farias e César Ramos.

O delegado Eduardo Maut da Silva, da Operação Lava-Jato, destacou, em relatório parcial à 13ª Vara Federal de Curitiba, que Marcelo Odebrecht participou das condutas criminosas apuradas pela PF. Uma delas é um “sobrepreço” de pelo menos R$ 25 mil reais em um navio-sonda, apontado em uma mensagem de correio eletrônico para o presidente da empresa. “Além do caso especifico das sondas, o material trazido aos autos aponta para o seu conhecimento e participação direta nas condutas atribuídas aos demais investigados, tendo buscado, segundo se depreende, obstaculizar as investigações.”

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Em um bilhete apreendido pela PF, Marcelo Odebrecht determina: “Destruir email sondas”. Para os investigadores, foi uma maneira de esconder provas. O juiz da 13ª Vara Federal, Sérgio Moro, determinou que a polícia suspendesse a apuração sobre esse fato específico e determinou que, até nova decisão, ela não fosse mencionada nos demais inquéritos policiais.

A Odebrecht diz que o bilhete significa contestar a acusação baseada no email das sondas. Afirma ainda que não se tratava de sobrepreço nos navios, mas de margem de lucro sobre o custo da operação de aluguel das embarcações à Petrobras.

Conhecimento dos crimes
Para reforçar o conhecimento de Marcelo Odebrecht no caso, o delegado Eduardo Mauat usou um trecho do depoimento do presidente da empreiteira. Todos os investigados ficaram em silêncio perante os delegados, menos ele. Odebrecht afirmou à PF “que continua confiando nos seus companheiros, ou seja, nos executivos que foram detidos, acreditando na presunção de inocência dos mesmos”.

E a PF conclui: “A partir dessa fala, no cotejo com os demais elementos carreados, Marcelo Odebrecht aderiu de forma inconteste as condutas imputadas aos demais investigados, considerando que delas detinha pleno conhecimento.”

A Odebrecht tem negado todas as acusações de formação de cartel, corrupção e lavagem. Afirma que obtém contratos com a Petrobras há décadas sempre de maneira legal.


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