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Professor de vidro e o MMA da Política.

Professor de vidro e o MMA da Política.

Discutir o status do professor diante das Políticas públicas voltadas para Educação não é tarefa fácil. Quem consegue ler a realidade do professor se assusta com o tamanho distanciamento com que os dirigentes públicos e privados tratam da condição socioeconomica do sujeito docente. Quando os dirigentes se aproximam dos professores é por meio do aparelho repressor. Aí, começa o “MMA da Política”. E é aí que se revela a frágil condição do professor em nossa sociedade.

Para os dirigentes, o professor bom é o professor que fica calado. Para mantê-lo calado é necessário limitar-lhe a vida de consumo numa sociedade de consumidores. Pagam-lhe mal para que fique na condição de dependência e se torne um eterno mendigo às portas dos gabinetes públicos e privados requisitando gratificações e outros benefícios… A verdade do profissional da Educação é dura como uma tijolada, mas ninguém muda a dureza do tijolo… Mudam-se apenas quem atira o tijolo no professor…

Para falar da condição social do professor é necessário ler. Todavia, ninguém tem tempo p’ra leitura… Ler através da sua precária condição material em nosso país. Ler através de sua posição na pirâmide social. Ler através da faixa salarial, por sinal, altamente tributada. Ler a importância da contribuição social do professor no processo de desenvolvimento social e econômico. Quem são os professores? Qual a condição econômica do professor do ensino fundamental? O que se vê é um grupo enorme de profissionais que está repleto de empréstimos consignados corroendo seu salário, pois a condição financeira na qual foi lançado lhe permite apenas apelar aos recursos de terceiros e bancos para completar a renda mensal.

A situação se complica quando a esperança de pisos salariais dignos não alimenta a fome de sua família, tornando-a refém da opressão e envergonhando-a e afligindo-a pela convivência contínua com cobradores à porta. Que status tem um professor? Nenhum. Então, a solução é apelar para o Sindicato. A luta sindical se torna necessária para contra-atacar o poder que os oprime e que os manipula, principalmente, em tempos pré-eleitorais. Normalmente, a resposta dos dirigentes é servida à mesa ao som dos cassetetes, das borrachadas, das bombas de efeito moral e dos empurrões. O aparelho repressor estatal funciona melhor quando entra em confronto direto com professores. Eles são fracos fisicamente para enfrentar a tropa, o spray de pimenta e o gás lacrimejante. O professor é forte no discurso, no ensino e com a lousa na parede e o giz na mão. O professor não dispõe de colete, capacete, e sua mentalidade está despreparada para o combate físico. O hardware e software do professor são fracos para os eventos de “MMA da Política”… O adversário é forte e o leva rapidamente para a grade do octógono da Política, fazendo ground and pound na triste figura social… O argumento da força estraçalha a força do argumento docente… O professor é de vidro e a estupidez da classe dirigente é de aço.

A sociedade é conflituosa e ao mesmo tempo harmoniosa sempre que convém aos grupos dirigentes. É claro que é mais conflituosa quando os opositores são mais preparados filosófica e tecnicamente para o confronto de idéias com os grupos que assumem o poder dirigente estatal. Em função de diferentes perspectivas políticas, o confronto é salutar. Todavia, há áreas em que se chega facilmente à unanimidade. A Educação é uma dessas áreas. Quase todos

concordam que a Educação é extremamente importante para o desenvolvimento social e econômico. Mas, nem todos leem de fato a realidade da Educação na perspectiva do professor.

Manifestações a favor de uma Educação digna para a maioria dos cidadãos revelam que este tema é grande importância para todos. Entre o mais miserável ao mais rico se encontram posições a favor da Educação. Ela é supostamente a menina de ouro do desenvolvimento atual e razão para se destinar grande parte do orçamento público. É quase impossível ver um arranhão na unanimidade da Educação. Contudo, muitos concordam também que ela anda de mal a pior ao longo do tempo. Apesar das inúmeras peças publicitárias anunciarem que grandes somas de dinheiro têm sido destinadas à melhoria da Educação, o agente do processo é o professor. E, na verdade, para ele se destina muito pouco.

O triste é que o dinheiro parte em direção a quem precisa, mas não chega para melhoria da qualidade de vida desse profissional.  Por que anda de mal a pior, se estão investindo pesado na Educação? Por que investem em equipamentos, salas, projetores, merenda escolar, transporte, mas se recusam a pagar dignamente ao agente primordial do processo educacional: o professor? Ele é o indivíduo no processo educacional que se cobra muito, mas que recebe tão pouco. Ele sofre pressão dentro e fora da sala de aula. É agredido pelos alunos e pelo aparelho repressor do Estado sempre que quer manifestar sua indignação contra os baixos salários.

Em nenhum momento histórico se passou despercebido que o centro das disputas pelo poder em toda a formação social está no processo educacional. É nele onde começam e terminam as revoluções. É notório o fato de que a Educação sempre viveu em tragédia. Falar de tragédia perpétua em Educação é tão fácil quanto falar de agonia contínua em Saúde. Há evidências de que tanto na Educação quanto na Saúde estamos regredindo. E não é exagero afirmar. As compras de instrumentos tecnológicos não significam avanço no processo educacional, pois o sujeito com um mouse na mão e uma tela à sua frente continuará sendo presa fácil dos manipuladores de plantão. Trabalhar a informação nas cabeças é um passo necessário para um processo de domesticação e doutrinamento, mas não será de forma alguma um processo educacional libertador. Muita informação na cabeça não significa capacidade para analisar, criticar e reelaborar o pensamento. Povo educado é o que consegue discernir sobre sua condição e busca forma de superá-la. É um povo que conquista sua cidadania e escreve seu destino.

Nota-se que a decadência política se acentua quando dispomos a votar previamente nos discursos, e apenas neles, sem uma análise mais profunda das propostas partidárias e na história de vida dos supostos candidatos, que se apresentam como a solução de todos os nossos problemas educacionais.

Parece que não é interessante pagar um bom salário ao sujeito que veiculará um discurso antipático de promoção social por meio da liberdade de pensar e repensar as ações dos cidadãos. É um infortúnio, pensam os nossos dirigentes, permitir que o sujeito docente se aproprie do espaço escolar para promover reflexões profundas sobre a realidade socioeconomica que nos cerca. Não é do interesse dos dirigentes que o professor em sala de

concordam que a Educação é extremamente importante para o desenvolvimento social e econômico. Mas, nem todos leem de fato a realidade da Educação na perspectiva do professor.

Manifestações a favor de uma Educação digna para a maioria dos cidadãos revelam que este tema é grande importância para todos. Entre o mais miserável ao mais rico se encontram posições a favor da Educação. Ela é supostamente a menina de ouro do desenvolvimento atual e razão para se destinar grande parte do orçamento público. É quase impossível ver um arranhão na unanimidade da Educação. Contudo, muitos concordam também que ela anda de mal a pior ao longo do tempo. Apesar das inúmeras peças publicitárias anunciarem que grandes somas de dinheiro têm sido destinadas à melhoria da Educação, o agente do processo é o professor. E, na verdade, para ele se destina muito pouco.

O triste é que o dinheiro parte em direção a quem precisa, mas não chega para melhoria da qualidade de vida desse profissional.  Por que anda de mal a pior, se estão investindo pesado na Educação? Por que investem em equipamentos, salas, projetores, merenda escolar, transporte, mas se recusam a pagar dignamente ao agente primordial do processo educacional: o professor? Ele é o indivíduo no processo educacional que se cobra muito, mas que recebe tão pouco. Ele sofre pressão dentro e fora da sala de aula. É agredido pelos alunos e pelo aparelho repressor do Estado sempre que quer manifestar sua indignação contra os baixos salários.

Em nenhum momento histórico se passou despercebido que o centro das disputas pelo poder em toda a formação social está no processo educacional. É nele onde começam e terminam as revoluções. É notório o fato de que a Educação sempre viveu em tragédia. Falar de tragédia perpétua em Educação é tão fácil quanto falar de agonia contínua em Saúde. Há evidências de que tanto na Educação quanto na Saúde estamos regredindo. E não é exagero afirmar. As compras de instrumentos tecnológicos não significam avanço no processo educacional, pois o sujeito com um mouse na mão e uma tela à sua frente continuará sendo presa fácil dos manipuladores de plantão. Trabalhar a informação nas cabeças é um passo necessário para um processo de domesticação e doutrinamento, mas não será de forma alguma um processo educacional libertador. Muita informação na cabeça não significa capacidade para analisar, criticar e reelaborar o pensamento. Povo educado é o que consegue discernir sobre sua condição e busca forma de superá-la. É um povo que conquista sua cidadania e escreve seu destino.

Nota-se que a decadência política se acentua quando dispomos a votar previamente nos discursos, e apenas neles, sem uma análise mais profunda das propostas partidárias e na história de vida dos supostos candidatos, que se apresentam como a solução de todos os nossos problemas educacionais.

Parece que não é interessante pagar um bom salário ao sujeito que veiculará um discurso antipático de promoção social por meio da liberdade de pensar e repensar as ações dos cidadãos. É um infortúnio, pensam os nossos dirigentes, permitir que o sujeito docente se aproprie do espaço escolar para promover reflexões profundas sobre a realidade socioeconomica que nos cerca. Não é do interesse dos dirigentes que o professor em sala de

concordam que a Educação é extremamente importante para o desenvolvimento social e econômico. Mas, nem todos leem de fato a realidade da Educação na perspectiva do professor.

*Prof.Adm. João Carlos Vieira da Silva, Administrador, Consultor Empresarial, contato:jcvs.cons.adm@hotmail.


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