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QUILOMBOLAS E INDÍGENAS FAZEM PROTESTO NA ESPLANADA

Foto: Renato Costa/Frame/Estadão Conteúdo
Maíra Heinen

Cerca de 150 manifestantes, segundo a Polícia Militar, ocupam a Esplanada dos Ministérios nesta terça-feira (19/6). São estudantes indígenas quilombolas de 17 universidades federais, que protestam contra o corte da bolsa de auxílio permanência deles nas universidades. O protesto foi acordado em uma reunião do movimento feita ontem. Durante a manifestação eles gritam: “cota não é esmola”, “somos indígenas e quilombolas, estamos aqui e queremos permanência agora”.

Eles querem que o programa de bolsa vire Projeto de Lei. A Bolsa é um auxílio financeiro que viabiliza a permanência no curso de graduação a estudantes matriculados em instituições federais de ensino superior, em situação de vulnerabilidade socioeconômica, especialmente a indígenas e quilombolas.

Eles realizam a marcha na Esplanada, para reivindicar quantidade suficiente de bolsa aos estudantes. Para Kahú Pataxó, estudante de direito da Universidade Federal da Bahia, um PL pode fortalecer o programa.

Há cerca de um mês, os universitários vêm se manifestando nas instituições contra o corte da ajuda de custo, no valor de 900 reais, destinada a integrantes de populações tradicionais. Para este ano, o governo havia oferecido inicialmente 800 bolsas.

Porém, na última sexta-feira (15), o Ministério da Educação autorizou a abertura de novas vagas do programa. A previsão do MEC é que 2 mil 500 novas bolsas possam ser concedidas aos alunos matriculados em cursos de graduação presencial.

Mas os estudantes alegam que o número é insuficiente. Para eles, a proposta do governo contemplaria apenas quem se matriculou no primeiro semestre deste ano. A quilombola Paula de Menezes Baia, acadêmica de direito da Universidade do Sul e Sudeste do Pará, explica o que significa a falta de bolsas na prática.

Além de protestar pela garantia de mais vagas no programa, os estudantes também reivindicam o fim do preconceito e do racismo institucionais e a adoção de políticas afirmativas que valorizem a diversidade. Até sexta-feira, eles ficam na capital federal para outras mobilizações e reuniões.

O Ministério da Educação afirma que, para este ano, o programa está atendendo, aproximadamente, 10 mil indígenas e quilombolas. Devem ser empenhados cerca de R$ 150 milhões.


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