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RUI COSTA DIZ QUE ASSEMBLEIA NÃO TERÁ SUPLEMENTAÇÃO


Diante do cenário de crise econômica enfrentado pelo estado da Bahia, o governador Rui Costa pode vir a ter problemas na relação com a Assembleia Legislativa. Em março, o deputado e presidente da AL, Marcelo Nilo (PDT), aumentou a verba de gabinete dos parlamentares em 18%, passando de R$ 78 mil para R$ 92 mil ao mês. No entanto, pelo orçamento da Casa, tal reajuste só seria possível até o mês de agosto.

Para manter o padrão de gastos, a AL precisaria que o governador oferecesse uma suplementação orçamentária, o que parece estar fora de cogitação para o chefe do Executivo baiano nesse momento. Quando determinou o aumento, o presidente do Legislativo informou que, se não houvesse a suplementação em agosto, teria que suspender o reajuste da verba. Como Rui tende a não abrir mão nessa questão, há nos bastidores da Casa rumores de que deputados podem se rebelar contra a falta de recursos.

Sobre o assunto, Rui Costa se mostra tranquilo ao justificar as dificuldades financeiras e apontar para um pedido de sensibilidade dos legisladores baianos. “Eu só tenho amigos na Assembleia [Legislativa], não tenho por que temer rebelião. Os deputados são cientes das dificuldades que o país atravessa. Dez estados brasileiros, entre os 27, já atrasaram salários este ano. Portanto, todos têm que estar cientes e dar sua parcela de contribuição para o equilíbrio das contas”, avisou o petista em entrevista durante o desfile do Sete de Setembro. O presidente da AL, Marcelo Nilo, que disse recentemente ter deixado o assunto para ser debatido neste mês de setembro com o governador, relatou que não está preocupado com suplementação nesse momento.

Em conversa com a reportagem, o secretário de Relações Institucionais do governo, Josias Gomes, minimiza e aposta no bom senso dos envolvidos. “O presidente da Assembleia Legislativa sabe, todos os deputados sabem das dificuldades que enfrentamos. Eu sei que os deputados são compreensivos e não acredito em rebelião. Ali há muita responsabilidade. Mas é natural nessa relação ter muita tensão. Mas não creio em pressão ou retaliação”, apontou Gomes.

Com o reajuste feito na verba de gabinete em março, o gasto adicional foi de R$ 11 milhões ao ano. Na época, Nilo afirmou que a Casa passaria por um enxugamento de gastos, já que não contaria com a suplementação de R$ 440 milhões esperada do Palácio de Ondina. (TB)


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