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Zveiter aponta corrupção e pede a cabeça de Temer

Marta Nobre

O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia contra Michel Temer na CCJ da Câmara, pediu que os deputados acatem a ação proposta pela Procuradoria-Geral da República e punam o presidente da República por corrupção. “Existem fortes indícios da prática delituosa”, disse Zveiter ao recomendar a autorização da denúncia.

Zveiter insistiu várias vezes que existem indícios claros contra Temer. Ele defendeu a gravação da conversa de Joesley Batista com Temer, no Palácio do Jaburu, enfatizando que é lícito o uso como prova de gravação ambiental, feita por um interlocutor sem o conhecimento do outro.

Ainda na opinião do relator, não houve agressão à privacidade de Temer. Joesley, segundo ele, foi recebido para tratar de assuntos de interesse público.

A acusação “é grave”, sustentou Zveiter, acentuando que diante desse quadro, “não podemos silenciar”. Portanto, sentenciou, “é necessária a investigação de fatos sobre suspeição.”

“Por ora, temos indícios, que são sérios o suficiente” para justificar o recebimento da denúncia, acrescentou o relator. O deputado Sergio Zveiter também, pediu a apuração da participação de Temer no episódio da mala que foi carregada pelo ex-deputado Rodrigo Rocha Loures com 500 mil reais.

No início do relatório, Zveiter apresentou os principais fatos relatados pela acusação, como o encontro do presidente Michel Temer com o empresário Joesley Batista, em março deste ano, no Palácio do Jaburu. Ele alegou que o presidente aproveitou-se da condição de chefe do Poder Executivo e recebeu, por intermédio do interlocutor Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato por buscar de forma “espúria” garantir seus interesses junto ao governo federal.

O relator também mencionou os principais argumentos apresentados no documento entregue pela defesa de Michel Temer na última semana. Zveiter citou todos os pontos questionados pela defesa, que alega que não houve cometimento de nenhum tipo de crime pelo presidente. A defesa apontou a ausência de elementos mínimos para acusação de um presidente da República e disse que a denúncia tem viés seletivo, sem provas lícitas que a sustentem.


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