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Adolfo desiste de substituir Jerônimo e presidente do TJ deve assumir cargo

Tribuna da Bahia, Salvador

10/05/2024 06:00
2 horas e 17 minutos

Foto: Vaner Casaes


Por Mateus Soares

Durante a ausência de Jerônimo Rodrigues (PT), o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Adolfo Menezes (PSD), decidiu não assumir interinamente o cargo do governador por um período de 10 dias. A informação foi confirmada ontem (9) pela assessoria do deputado estadual ao jornal Tribuna da Bahia. Ele, inclusive, também já informou ao governo.

Neste fim de semana, o governador baiano partirá para a Alemanha, depois para a Bélgica, e, posteriormente, para a Holanda, marcando sua quarta viagem internacional em menos de um ano e meio de mandato. Jerônimo ficará ausente do Brasil por 10 dias, totalizando 45 dias fora do país com esta viagem.

Durante sua estadia na Europa, o governador terá encontros com chanceleres visando à captação de recursos para os setores de tecnologia e meio ambiente. Na mesma viagem, estarão a bordo o chefe de gabinete da Secretaria do Meio Ambiente, André Ferraro, e o diretor-presidente da Bahia Investe, Paulo Guimarães.

A decisão de Adolfo Menezes foi tomada devido ao fato de que, caso decidisse substituir Jerônimo Rodrigues a poucos meses da eleição municipal deste ano, poderia criar complicações para sua esposa, Denise Menezes, pré-candidata à Prefeitura de Campo Formoso pelo PSD.

Seria a terceira vez que Adolfo assumiria temporariamente o cargo de governador do estado, sendo a primeira durante a gestão de Jerônimo e as outras duas vezes durante o governo de Rui Costa (PT), hoje ministro-chefe da Casa Civil.

Como o vice-governador Geraldo Júnior (MDB), o segundo na linha sucessória, se lançou como pré-candidato a prefeito de Salvador, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia seria o próximo na fila para assumir o Palácio de Ondina.

A Constituição Federal prevê que “são inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição”.

Após a decisão de Adolfo Menezes, a presidente do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Cynthia Maria Pina Resende, deverá assumir o cargo de governadora pelo período de 10 dias. Se a magistrada assumir o posto, ela será a segunda mulher a comandar o Executivo baiano. A primeira foi a desembargadora e na época presidente da Corte baiana, Silvia Zarif, em 2008.

Cynthia Resende assumiu a presidência do TJ-BA em fevereiro, com mandato no biênio 2024-2026, sucedendo o desembargador Nilson Soares Castelo Branco. Ela chegou a disputar a eleição para o biênio anterior, mas não recebeu votos suficientes contra o ex-presidente. Anteriormente, Resende também concorreu ao biênio de 2020-2022, sendo derrotada pelo desembargador Lourival Trindade com a diferença de apenas um voto.

 


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