Além do coque: Bombeiras baianas poderão usar tranças e rabos de cavalo; veja o que muda

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06 de novembro de 2026
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As bombeiras militares da Bahia passaram a contar com novas opções de penteados no ambiente de trabalho após uma atualização no regulamento da corporação, desde outubro deste ano. A medida permite o uso de rabo de cavalo estilo grego, tranças simples, múltiplas tranças e rabo de cavalo com trança, além do coque, único que ainda era permitido, mas continua autorizado.

Em entrevista ao portal A TARDE, a tenente do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA), Jessyka Cerqueira, explicou que a atualização busca estabelecer critérios mais claros para a apresentação pessoal das militares, respeitando as características físicas e culturais de cada uma, sem comprometer a padronização da tropa.

A tenente também destacou que a mudança considera a segurança durante as ocorrências. Os novos penteados podem ser utilizados em atividades operacionais, desde que os cabelos estejam completamente presos e contidos pelos equipamentos de proteção individual (EPIs), como capacetes e balaclavas.

Jessyka Cerqueira, tenente do Corpo de Bombeiros
Jessyka Cerqueira, tenente do Corpo de Bombeiros – Foto: BM Gesner Leitão | Divulgação

Saúde e segurança das militares

Segundo Jessyka Cerqueira, um dos principais motivos para a atualização foi a dificuldade enfrentada por algumas bombeiras para utilizar corretamente os equipamentos de proteção por causa do volume e da forma de prender os cabelos.

O coque utilizado por longos períodos pode provocar dores de cabeça, queda de cabelo nas laterais e até alopecia por tração, causada pela tensão constante nos fios.

“Segurança sempre vem em primeiro lugar. Por isso, a portaria deixa claro que as tranças e os rabos de cavalo podem ser usados na ocorrência, mas desde que estejam contidos dentro da balaclava e da farda”, ressaltou Jessyka.

A tenente ressaltou que a exigência de um único padrão poderia levar militares, especialmente aquelas com cabelos crespos e volumosos, a apertar excessivamente os fios ou recorrer a procedimentos químicos para se adequar às regras anteriores.

Caso determinado penteado impeça o ajuste correto dos equipamentos ou comprometa a proteção da militar, será necessário retornar ao uso do coque ou escolher outro modelo compatível com o EPI utilizado. A orientação também busca evitar que fios soltos fiquem presos em ferragens, galhos ou equipamentos durante atividades de incêndio, salvamento e atendimento pré-hospitalar

atarde

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