Com a chegada da Semana Santa, Mercado do Peixe registra alta procura
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09 de março de 2026
Foto: Romildo de Jesus/Tribuna da Bahia
Por Marcos Vitório
Com a chegada da Semana Santa, cresce a movimentação em mercados e feiras de pescados. O período, marcado pela tradição cristã de evitar o consumo de carne vermelha, leva muitas famílias a incluir peixes e mariscos no cardápio, principalmente na ceia da Sexta-feira Santa. A expectativa de comerciantes é de aumento significativo na procura nas próximas semanas, o que também pode influenciar nos preços conforme a data se aproxima.
No Mercado do Peixe, o cheiro do mar parece chegar antes mesmo das primeiras caixas serem abertas. Entre bancas cheias de gelo, pescados frescos e o vai e vem de clientes, um movimento que cresce ano após ano começa a ganhar força com a chegada da Quaresma. Para muitos católicos, este é um período de tradição e reflexão, marcado também pela mudança no prato: a carne vermelha dá lugar aos peixes e frutos do mar.
Essa tradição impacta diretamente o comércio. De acordo com os vendedores, a procura pode aumentar entre 50% e 60% em comparação com outros períodos do ano. E embora o movimento ainda esteja tímido em algumas bancas, a expectativa é de crescimento conforme a Semana Santa se aproxima.
“Pouco a pouco tá aumentando a demanda de clientes”, conta o vendedor Francisco dos Santos. Segundo ele, a tradição pesa na decisão de compra. “Muita gente vem porque é tradição, não deixa de comprar. Os peixes mais procurados são pescada, corvina, badejo e também camarão.”
Entre os consumidores, a motivação mistura fé, costume e planejamento. A cliente Jucileila Carvalho é uma das que mantém a tradição. “Venho nessa época porque a gente sabe que é tradição não comer carne para quem segue a religião católica”, explica.
Ela percebeu que houve um pequeno reajuste nos valores, mas nada muito expressivo. “Teve um aumento, mas não foi grotesco. Acho que mais perto da Páscoa pode aumentar um pouquinho mais”, avalia.
Mesmo assim, Jucileila prefere deixar para comprar o peixe principal da ceia mais perto da data. “Para a Páscoa sempre compro o mesmo tipo de peixe, geralmente bacalhau. Hoje vim comprar outras coisas, mas o da Páscoa eu deixo para mais perto.”
Já a cliente Nicole decidiu se antecipar. Ela saiu do mercado com corvina na sacola e uma estratégia bem definida: garantir o almoço da Semana Santa antes da alta nos preços. “Estou me antecipando para deixar congelado. Assim, quando chegar a Semana Santa, o peixe já está garantido.” Na avaliação dela, os preços continuam próximos aos do ano passado. “Eu acredito que esteja na mesma faixa. Aumentou um pouco, mas nada absurdo.”
Entre os vendedores, a expectativa é de que o movimento comece a crescer de verdade na semana que antecede a celebração. O comerciante Jossenil Conceição da Hora explica que o cenário ainda está tranquilo, mas deve mudar rapidamente.
“Por enquanto ainda está fraco, mas da semana que vem em diante melhora. Quando vai chegando mais perto da Semana Santa, a procura aumenta e os preços também”, afirma. Ele também recomenda que quem puder se antecipe. “Quem vier comprar antes consegue pegar no precinho e ainda garantir o peixe.”
Na banca de Marinalva dos Anjos, a situação é parecida. O movimento ainda é moderado, mas a expectativa é de crescimento. “Por enquanto está devagar, mas a partir da próxima semana a demanda vai ser maior”, diz. Segundo ela, alguns produtos já se destacam nas vendas. “Está saindo bastante corvina e também camarão menor, que é mais barato.” Durante a Semana Santa, no entanto, os campeões de procura costumam ser outros. “Corvina e arraia são os que mais saem.”
Para a vendedora Christiane Lúcia Santos, a movimentação deste ano está semelhante a outros períodos, mas pode ganhar ritmo nos próximos dias. “A procura está boa, mas muita gente está deixando para comprar mais em cima da hora.”
Enquanto isso, entre bancas coloridas e sacolas cheias de gelo, o Mercado do Peixe segue se preparando para um dos períodos mais movimentados do ano. Mais do que comércio, o que se vê ali é um retrato de tradição: famílias que mantêm costumes, vendedores que já conhecem o ritmo da data e uma cidade inteira que, por alguns dias, troca a carne pelo sabor do mar.
No Mercado do Peixe, o cheiro do mar parece chegar antes mesmo das primeiras caixas serem abertas. Entre bancas cheias de gelo, pescados frescos e o vai e vem de clientes, um movimento que cresce ano após ano começa a ganhar força com a chegada da Quaresma. Para muitos católicos, este é um período de tradição e reflexão, marcado também pela mudança no prato: a carne vermelha dá lugar aos peixes e frutos do mar.
Essa tradição impacta diretamente o comércio. De acordo com os vendedores, a procura pode aumentar entre 50% e 60% em comparação com outros períodos do ano. E embora o movimento ainda esteja tímido em algumas bancas, a expectativa é de crescimento conforme a Semana Santa se aproxima.
“Pouco a pouco tá aumentando a demanda de clientes”, conta o vendedor Francisco dos Santos. Segundo ele, a tradição pesa na decisão de compra. “Muita gente vem porque é tradição, não deixa de comprar. Os peixes mais procurados são pescada, corvina, badejo e também camarão.”
Entre os consumidores, a motivação mistura fé, costume e planejamento. A cliente Jucileila Carvalho é uma das que mantém a tradição. “Venho nessa época porque a gente sabe que é tradição não comer carne para quem segue a religião católica”, explica.
Ela percebeu que houve um pequeno reajuste nos valores, mas nada muito expressivo. “Teve um aumento, mas não foi grotesco. Acho que mais perto da Páscoa pode aumentar um pouquinho mais”, avalia.
Mesmo assim, Jucileila prefere deixar para comprar o peixe principal da ceia mais perto da data. “Para a Páscoa sempre compro o mesmo tipo de peixe, geralmente bacalhau. Hoje vim comprar outras coisas, mas o da Páscoa eu deixo para mais perto.”
Já a cliente Nicole decidiu se antecipar. Ela saiu do mercado com corvina na sacola e uma estratégia bem definida: garantir o almoço da Semana Santa antes da alta nos preços. “Estou me antecipando para deixar congelado. Assim, quando chegar a Semana Santa, o peixe já está garantido.”
Na avaliação dela, os preços continuam próximos aos do ano passado. “Eu acredito que esteja na mesma faixa. Aumentou um pouco, mas nada absurdo.”
Entre os vendedores, a expectativa é de que o movimento comece a crescer de verdade na semana que antecede a celebração. O comerciante Jossenil Conceição da Hora explica que o cenário ainda está tranquilo, mas deve mudar rapidamente.
“Por enquanto ainda está fraco, mas da semana que vem em diante melhora. Quando vai chegando mais perto da Semana Santa, a procura aumenta e os preços também”, afirma.
Ele também recomenda que quem puder se antecipe. “Quem vier comprar antes consegue pegar no precinho e ainda garantir o peixe.”
Na banca de Marinalva dos Anjos, a situação é parecida. O movimento ainda é moderado, mas a expectativa é de crescimento. “Por enquanto está devagar, mas a partir da próxima semana a demanda vai ser maior”, diz.
Segundo ela, alguns produtos já se destacam nas vendas. “Está saindo bastante corvina e também camarão menor, que é mais barato.” Durante a Semana Santa, no entanto, os campeões de procura costumam ser outros. “Corvina e arraia são os que mais saem.”
Para a vendedora Christiane Lúcia Santos, a movimentação deste ano está semelhante a outros períodos, mas pode ganhar ritmo nos próximos dias. “A procura está boa, mas muita gente está deixando para comprar mais em cima da hora.”
Enquanto isso, entre bancas coloridas e sacolas cheias de gelo, o Mercado do Peixe segue se preparando para um dos períodos mais movimentados do ano. Mais do que comércio, o que se vê ali é um retrato de tradição: famílias que mantêm costumes, vendedores que já conhecem o ritmo da data e uma cidade inteira que, por alguns dias, troca a carne pelo sabor do mar.