Divergências em relação à sucessão dividem informalmente grupo de Rui e Wagner em dois

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05 de julho de 2021
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Tanto no governo quanto na oposição, aumentam as avaliações de que o grupo liderado pelo governador Rui Costa (PT) e o senador Jaques Wagner (PT) vive uma divisão interna marcada pelo alinhamento de ambos com dois dos seus principais parceiros.

Por esta avaliação, Wagner se entende melhor e joga politicamente alinhado com o senador Otto Alencar (PSD) ao passo que Rui tem buscado manter os canais mais abertos com o vice-governador e secretário de Planejamento, João Leão.

Confiante nessa aposta, que a maioria acha que não chega a ser efetivamente acordada, o vice-governador estica a corda e pressiona o governo com o discurso de que o PT precisa abrir mão da cabeça de chapa na próxima sucessão estadual.

Embora se apresente como interessado na candidatura, no fundo o interesse do vice seria em assumir o governo durante pelo menos nove meses, o que seria viabilizado com a renúncia de Rui para disputar um cargo majoritário, como o Senado.

O problema é que Wagner e o PT acham que a candidatura de Rui ao Senado atrapalha os planos da disputa ao governo. Mas Leão não está nem aí. E Rui, cujo desejo de virar senador não é mais mistério para ninguém, acha que a pressão de Leão lhe beneficia.

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