EDUARDO CUNHA DIZ QUE QUEREM TRANSFERIR CRISE DO PLANALTO PARA O CONGRESSO
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12 de março de 2015
Em depoimento aos membros da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou há pouco que a abertura de inquérito contra ele no STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar desvios na Petrobras tenta transferir o desgaste político do governo federal para o Congresso Nacional.
“Colocar de uma forma irresponsável e leviana, por escolha política, na colocação de alguém para investigação, é criar um constrangimento para transferir a crise do lado da rua Palácio do Planalto para cá Congresso. E nós não vamos aceitar”, falou Cunha aos membros da CPI.
A Procuradoria-Geral da República suspeita que o presidente da Câmara tenha recebido propina da cota do PMDB. No pedido de inquérito, há indícios de que recursos indevidos foram encaminhados a uma casa inicialmente identificada como sendo a de Cunha. Posteriormente, a informação foi retificada. A Procuradoria se baseia nesta parte da investigação para pedir a ampliação da investigação contra Cunha no STF.
Para se defender, Cunha disse que os indícios apresentados pela Procuradoria para investigá-lo são contraditórios e que a incorreção sobre a residência onde teria sido entregue propina foi apontada por ele. A Procuradoria apurou que a casa pertence ao advogado Francisco José do Reis.
O deputado afirmou à CPI que o pedido de inquérito contra ele é “piada” e “pífio”. Ele também acusou a Procuradoria de escolher os parlamentares que iria investigar de maneira “política” e que a seleção foi “irresponsável” e “leviana”. “Fomos escolhidos sim pelo procurador para a abertura de inquérito”, declarou. Cunha é um dos parlamentares investigados na Operação Lava Jato por suposto envolvimento no esquema de corrupção e pagamento de propina.