Ao rejeitar todas as emendas apresentadas no Senado, o relator garante que, se o parecer for aprovado pelo plenário da Casa, a matéria não precisará ser reanalisada pelos deputados, ficando pronta para a promulgação direta pelo Congresso Nacional.
A medida alinha-se aos interesses do Palácio do Planalto. O fim da jornada 6×1 é uma das principais plataformas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aliado do petista e pré-candidato ao governo do Amazonas, Aziz barrou inclusive as investidas da oposição, como a tentativa do PL de restabelecer o teto de 44 horas semanais de trabalho.
Embate politizado
A tramitação da matéria acirrou os ânimos no plenário e evidenciou o racha entre governistas e oposicionistas:
O líder da oposição, senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por não ter apensado ao projeto uma PEC alternativa de sua autoria — proposta que prevê a livre negociação entre patrão e empregado com pagamento por hora.
Apelo popular
Em contrapartida, a líder do governo na Casa, senadora Teresa Leitão (PT-PE), sustentou que a proposta ganha força pelo apelo direto da sociedade.
A parlamentar desafiou publicamente os congressistas que disputarão as próximas eleições a se posicionarem abertamente contra o fim da escala.
