Foragido de alta periculosidade do “Baralho do Crime” é preso na Bolívia
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04 de fevereiro de 2026
Foto: Ascom-PCBA
Um foragido da Justiça considerado de alta periculosidade e apontado como liderança de uma organização criminosa com atuação predominante no sul da Bahia foi preso nesta quarta-feira (4), na cidade de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A captura ocorreu por meio de uma operação integrada de cooperação policial entre forças brasileiras e internacionais.
O detido é Cosme Câmara de Oliveira Filho, conhecido como “Pilão”, que figurava como o “7 de Espadas” no Baralho do Crime da Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).
Segundo as investigações, “Pilão” tinha no tráfico de drogas sua principal fonte de renda, mas também atuava em crimes violentos contra o patrimônio, homicídios de rivais e até de integrantes do próprio grupo criminoso, além de extorsões e transporte clandestino. Parte dessas articulações teria ocorrido a partir de unidades prisionais.
A polícia aponta que ele exercia forte influência criminosa no município de Ilhéus, mantendo conexões com outros estados e demonstrando interesse em expandir territórios dominados por grupos rivais.
O delegado André Aragão, coordenador da 7ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (7ª Coorpin/Ilhéus), destacou que mesmo foragido, o investigado continuava comandando ações criminosas à distância.
“A captura representa um impacto relevante na repressão qualificada ao crime organizado no sul da Bahia e reforça o compromisso da Polícia Civil com a responsabilização de lideranças criminosas, inclusive por meio da cooperação internacional. Ele foi monitorado por trabalhos de inteligência até que conseguimos localizá-lo e efetuar a prisão”, afirmou o delegado.
A operação contou com a participação da Polícia Civil da Bahia, por meio da 7ª Coorpin/Ilhéus, em parceria com a Polícia Civil do Rio de Janeiro, a Subsecretaria de Inteligência da PC/RJ (Ssinte), a Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro e o Centro de Cooperação Policial Internacional da Polícia Federal (CCPI-RJ).
As investigações continuam para identificar e responsabilizar outros integrantes da organização criminosa, além de desarticular sua estrutura financeira e operacional.