João Roma nega ligação com Banco Master

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10 de julho de 2026
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Foto: Divulgação


 

 

Henrique Brinco

O presidente do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado, João Roma, negou ontem (9) qualquer ligação com o Banco Master e afirmou que seu único contato com o banqueiro Daniel Vorcaro se resumiu a um aperto de mão. A declaração foi dada durante entrevista para a rádio Baiana FM, quando também rebateu especulações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e voltou a criticar o governo do PT na Bahia, especialmente na área da segurança pública.

Ao comentar as informações que circulam sobre o caso envolvendo o Banco Master, Roma foi categórico ao afirmar que nunca trabalhou na instituição financeira. “Não, nunca trabalhei no Banco Master. Já conheci [Vorcaro]. Um aperto de mão: ‘Como vai?'”, declarou. Segundo ele, também não procede a informação de que Flávio Bolsonaro teria participado da chamada “Festa dos Astronautas”, promovida pelo banqueiro. “Fizeram uma aposta de que Flávio estaria na ‘Festa dos Astronautas’ e ele não apareceu. Pelo contrário, viram que ele estava dando presença e votando no Senado, em Brasília”, afirmou.

O ex-ministro defendeu que as investigações relacionadas ao Banco Master sejam conduzidas no âmbito da Justiça e criticou a tentativa, segundo ele, de transformar o tema em disputa política. Roma citou o senador Jaques Wagner (PT), que declarou que pretende provar sua inocência, e disse que esse processo deve ocorrer judicialmente. Também questionou a defesa feita pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) ao ex-líder do governo. “O que está em questão não é cuidar dos mais pobres. O PT tem a mania, assim como fez Rui Costa, de fazer um discurso e ter uma prática política bem diferente”, afirmou.

Durante a entrevista, Roma também direcionou críticas à condução da segurança pública na Bahia. Para o dirigente do PL, o governo estadual perdeu o principal argumento utilizado nos últimos anos para justificar a falta de resultados no combate à violência, já que o PT passou a comandar simultaneamente os governos estadual e federal.

“Hoje eles nem têm mais a desculpa de dizer que não conseguem fazer essa articulação, porque o Ministério da Justiça e todos os mecanismos do Governo Federal são do mesmo partido deles. Por que não conseguem dar uma resposta efetiva para melhorar a segurança da população?”.

Segundo Roma, após mais de 20 anos de gestões petistas na Bahia e quase quatro anos do governo Lula, a população continua convivendo com o avanço das facções criminosas em diferentes regiões do estado. “A Bahia tem bons profissionais, que precisam ser respeitados e, sobretudo, ter respaldo para trabalhar. Já passou da hora de parar de procurar culpados e começar a entregar resultados para a população”, concluiu.

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