NÃO ME ARREPENDO DE TER INDICADO NEGROMONTE, DIZ WAGNER

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09 de março de 2015
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Em entrevista à Rádio Metrópole, o ministro da Defesa Jaques Wagner afirmou hoje (9) que não se arrepende de ter indicado o ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP) para conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) da Bahia.

“No jogo da política o PP tinha direito ao cargo no TCM. Apresentou o nome de Mário Negromonte, não tinha nada contra ele como formalmente não tem. Mandei para a Assembleia que aprovou o nome. Aparece, agora, nessa citação da delação premiada. Não me arrependo de nada de ter indicado”, disse Wagner.

As investigações da Operação Lava Jato apontam que teria ocorrido uma disputa dentro do PP pela divisão do dinheiro desviado de contratos da Petrobras. O resultado foi a troca do ministro das Cidades no primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. O grupo do então ministro Negromonte passou a se “autofavorecer” na divisão do dinheiro enviado pelo doleiro, “em detrimento de repasses aos demais membros da bancada do PP”, diz o depoimento do doleiro Alberto Youssef.

Jaques Wagner informou que está atuando como “bombeiro” na crise de relacionamento do Palácio do Planalto. Tenta convencer os presidentes do Senado Renan Calheiros e da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (ambos do PMDB) que a presidente Dilma Rousseff não teria como influenciar a Procuradoria Geral da República a incluir os dois na lista dos investigados. Sobre as manifestações contra a presidente Dilma, Wagner ponderou que “não se pode julgar uma pessoa por um momento”.

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