Nome de Bolsonaro ao governo, Roma faz primeiro ataque a Neto e sugere que ex-prefeito ficará no ‘limbo’ em 2022
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11 de agosto de 2021O ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), fez, nesta terça-feira (10), o que pode ser considerado o primeiro ataque ao ex-prefeito ACM Neto (DEM). Em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan, Roma sugeriu que o democrata soteropolitano ficará no “limbo” na eleição do próximo ano.
A informação foi publicada no jornal Tribuna da Bahia. Para Roma, a provável polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT) terá reflexo na Bahia. “O que nós precisamos ver é que não é apenas uma eleição local no estado da Bahia. Nós precisamos fazer um enfrentamento que também se dá como enfrentamento nacional. Então lá (na Bahia), do mesmo jeito, vai ter Bolsonaro versus Lula. E quem não atacar isso de forma frontal e puxar isso para um debate muito objetivo, talvez, fique no limbo nesse período eleitoral”, declarou.
Neto tem sido contra a polarização entre Bolsonaro e Lula, e tem apostado em uma terceira via. Nos bastidores, inclusive, comenta-se que o ex-prefeito pode apoiar o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) na disputa presidencial. Roma cutucou o pedetista ontem, e afirmou que “o Ciro Gomes naturalmente vai ser consumido com a candidatura de Lula”.
Ainda na entrevista de ontem, Roma reiterou que não há acordo entre Neto e Bolsonaro, como noticiou o site da revista Veja. “Tanto ele (Neto) desmentiu essa aproximação com o presidente Bolsonaro quanto o presidente Bolsonaro já informou que há mais de 8 meses não mantém contato com ele”, pontuou.
Conforme o impresso, o ministro também falou sobre o lançamento do novo programa Bolsa Família, que será renomeado e se chamará “Auxílio Brasil”. Ele criticou a tentativa de “diminuir muito um programa querendo fazer o seu link com processo eleitoral”. “Nós estamos buscando ofertar ao cidadão brasileiro a possibilidade efetiva de ajuda para que possa transformar a realidade de vida”, pontuou.
Roma admitiu que o Nordeste ainda é uma região formada por eleitores de esquerda, mas afirmou que acredita na mudança. “Ainda existe uma grande parcela da população que é usurpada justamente por essa comunicação dos partidos de esquerda que busca cada vez mais manipular a comunicação, com essa camada menos favorecida da população. Assim, como o Brasil despertou na eleição passada e houve essa transformação, nos estados do nordeste tendem acontecer”, avaliou.