PATRIMÔNIO DE 20 DOS INVESTIGADOS NA LAVA-JATO DOBROU, MOSTRA LEVANTAMENTO

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15 de março de 2015
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PATRIMÔNIO DE 20 DOS INVESTIGADOS NA LAVA-JATO DOBROU, MOSTRA LEVANTAMENTO


O patrimônio de 20 de 48 políticos investigados por envolvimento na Lava-Jato pelo menos dobrou no período em que funcionou o esquema de corrupção na Petrobras. Análise das declarações de bens apresentadas à Justiça Eleitoral revela que o enriquecimento permitiu a compra de mansões, carros de luxo, lanchas e fazendas.

O levantamento levou em conta as eleições a partir de 2002, a última antes do início das fraudes na estatal, que teriam começado em 2004. Todos os valores citados nos documentos anteriores a 2014 foram atualizados pelo IPCA, índice oficial de inflação.

Na lista dos que enriqueceram aparecem desde políticos famosos a parlamentares de menor expressão nacional. O patrimônio do senador Fernando Collor (PTB-AL) aumentou em 175% no período de oito anos, passando de R$ 7,3 milhões em 2006 para R$ 20,3 milhões em 2014. Entre os bens adquiridos, está uma mansão de R$ 4 milhões em Campos do Jordão (SP). O ex-presidente foi procurado, mas não respondeu.

O deputado federal Vander Loubet (PT-MS) teve o maior crescimento patrimonial. Em 2002, quando concorreu pela primeira vez, ele declarou uma poupança e um título de capitalização que somavam R$ 2,3 mil. Em 2014, seus bens incluíam chácara, lancha, dois carros e R$ 182 mil, o que elevou seu patrimônio para R$ 1,1 milhão. Loubet disse que a mudança é “totalmente compatível” com sua renda.

Já a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ex-ministra da Casa Civil, praticamente dobrou o seu patrimônio entre 2006 e 2014: de R$ 736 mil para R$ 1,4 milhão. A assessoria de Gleisi alega que a quantia subiu por causa da inclusão de um apartamento de R$ 1,1 milhão, em Curitiba, que não está quitado. Mas o imóvel aparece com seu valor integral na última declaração do Imposto de Renda da senadora em 2013. (O Globo

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