A discussão ganhou força às vésperas do segundo turno das eleições, quando a oposição, liderada pelo então candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), apresentou uma emenda para estabelecer a responsabilização criminal a partir dos 14 anos em crimes hediondos e dos 16 anos nas demais situações.
Como contraponto, o líder do PT, Camilo Santana (PT-CE), propôs limitar a redução aos crimes hediondos, com idade mínima de 16 anos. A iniciativa, apresentada no dia em que a votação estava prevista, provocou divisões na bancada petista e chegou ao Planalto.
A movimentação também foi acompanhada por uma mudança no posicionamento de Lula. Durante sabatina da TV Globo, antes do segundo turno, o presidente declarou:
“Enquanto cidadão brasileiro, [sobre] todo e qualquer crime hediondo, eu sou favorável a diminuir maioridade para crimes hediondos”, disse Lula durante a sabatina da TV Globo antes do segundo turno.
