Quem é o cabo do Exército apontado como fornecedor de armas para facções na Bahia

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14 de setembro de 2026
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Cabo do Exército já estava preso quando operação contra organização criminosa foi deflagrada
Cabo do Exército já estava preso quando operação contra organização criminosa foi deflagrada – Foto: Denisse Salazar/Ag. ATARDE

Segundo as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia (MP-BA), o militar teria negociado munições de fuzil, granadas, pistolas e fuzis com integrantes do tráfico de drogas. Para um dos grupos criminosos investigados, a suspeita é de que ele tenha vendido cerca de mil munições dos calibres 5.56 e 7.62.

A ligação entre o cabo e os criminosos surgiu durante a análise de um celular apreendido em abril, em uma operação realizada em uma casa usada para armazenar e preparar drogas, no bairro de Itapuã, em Salvador.

O aparelho pertencia a Gabriel Reis Oliveira, apontado pela polícia como responsável pela compra e revenda de armas e drogas para diferentes facções. De acordo com a investigação, era ele quem mantinha contato direto com Deivison para negociar os materiais. As informações sobre o caso foram divulgadas pelo Fantástico, da TV Globo, no domingo, 13.

Cabo Deivison dos Santos Ferreira
Cabo Deivison dos Santos Ferreira

Nas primeiras conversas analisadas pelos investigadores, o militar não utilizava o próprio nome. Deivison teria usado apenas um emoji para se identificar.

A identificação teria sido confirmada posteriormente durante as próprias negociações. Em determinado momento, o interlocutor teria enviado informações pessoais, incluindo CPF e uma chave Pix. Os dados permitiram aos investigadores associar o contato ao cabo do Exército.

As mensagens também passaram a revelar a dimensão das negociações. Além das cerca de mil munições de fuzil que teriam sido vendidas a um dos grupos, apareceram conversas sobre granadas. A quantidade que teria sido desviada ainda não foi determinada.

Suspeita envolve treinamentos militares

Ainda conforme as apurações da telejornal, uma das linhas investigadas para explicar a origem das munições e granadas é o possível desvio de materiais utilizados em treinamentos do Exército.

A suspeita é de que equipamentos e munições empregados durante exercícios, que deveriam ser devolvidos posteriormente ao paiol da unidade, não teriam retornado ao estoque oficial.

Os investigadores também apuram se registros de controle foram alterados para esconder eventuais diferenças entre o material registrado oficialmente e o que de fato permanecia armazenado.

Por Luan Julião

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