REEQUILÍBRIO FISCAL DO GOVERNO SERÁ “GRADUAL”, DIZ PRESIDENTE DILMA
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27 de janeiro de 2015
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Na primeira reunião ministerial do seu segundo mandato, nesta tarde (27), a presidente Dilma Rousseff disse que as medidas econômicas anunciadas recentemente pelo governo são necessárias e que o reequilíbrio fiscal do governo será “gradual”.
“Os ajustes que estamos fazendo são necessários para manter o rumo e para ampliar as oportunidades, preservando as prioridades sociais e econômicas do governo que iniciamos há 12 anos”, disse a presidente.
“Vamos promover o reequilíbrio fiscal de forma gradual. Nossa primeira ação foi estabelecer a meta de resultado primário em 1,2% do PIB, um grande esforço fiscal, que mostra o esforço que a economia pode suportar sem comprometer o crescimento da renda e do emprego”, completou.
Segundo informações do G1, em 19 de dezembro, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou o aumento de tributos sobre combustíveis, sobre produtos importados e, também, sobre operações de crédito. A expectativa da equipe econômica é arrecadar R$ 20,6 bilhões neste ano com as alterações.
Na reunião ministerial, a presidente afirmou que as medidas anunciadas pela Fazenda têm caráter “corretivo”. Aos 39 ministros do governo, Dilma ressaltou que o “reequlíbrio” fiscal é indispensável. A presidente citou ainda o corte no Orçamento da União, publicado no “Diário Oficial” e que prevê o bloqueio mensal de R$ 1,9 bilhão nos gastos do governo.
“Nós reduzimos em um terço o limite orçamentário de todos os ministérios neste início de ano. Lembro a cada um dos ministros e das ministras que as restrições orçamentárias exigirão mais eficiência no gasto. Estou certa de que todos executarão com excelência e vamos fazer mais, gastando menos”, ressaltou a presidente.
Dilma defendeu a necessidade de aumento da competitividade tanto interna quanto externa, além de desenvolvimento econômico e social “duradouro”. Ela ressaltou que o compromisso dos ministros deve ser em torno de medidas que garantam, cada vez mais, que o Brasil seja um país próspero e menos desigual.