RUI COSTA IMPÕE FORMA DE GOVERNAR E POLÍTICOS QUEIXAM-SE A WAGNER

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03 de março de 2015
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RUI COSTA IMPÕE FORMA DE GOVERNAR E POLÍTICOS QUEIXAM-SE A WAGNER


O governador Rui Costa coleciona, em dois meses de governo, uma série de pequenos atritos no âmbito político, que começam a formar uma imagem de governante duro, com pouca flexibilidade nas negociações políticas, e já há entre os políticos quem o compare à Presidente Dilma.

Na Governadoria essa versão é contestada e a ampliação da base aliada, com a vinda do PTN, é dado como exemplo de capacidade de aglutinação política. Mas nos bastidores a conversa é outra.

Em dois meses, o governador já teria estabelecido áreas de atrito com vários deputados da base aliada, a exemplo de Jorge Solla, que ainda não digeriu as mudanças feitas na Secretária de Saúde,  Luiz Caetano, o ex-deputado J.Carlos, o deputado federal Félix Mendonça, Rosemberg Pinto, Jonga Bacelar e, mais recentemente, Marcelo Nilo que já fala abertamente em decepção com Rui.

O Presidente da Assembleia estaria aborrecido com o veto do governador à nomeação de Marcos Presídio para a Presidência da Embasa e teria reagido indicando imediatamente o técnico para a vaga de Zézeu Ribeiro no Tribunal de Contas do Estado, sem ouvir o governador.

Aliás, o gabinete do ex-governador Jaques Wagner, no Ministério da Defesa, tem se caracterizado por um movimento extraordinário de políticos baianos, todos protestando contra acertos feitos na campanha e que não estariam sendo cumpridos pelo governador.

Wagner desconversa sobre o assunto e pede calma aos correligionários afirmando que no início de governo é assim mesmo. Mas  fontes extraoficiais afirmam que Wagner e Rui já tiveram desentendimentos, com o ex-governador cobrando determinados compromissos.

Outro deputado que se queixa abertamente é Jonga Bacelar do PR que até o momento não foi contemplado com nenhum cargo do governo e já agendou audiência com o Ministro da Defesa, Jaques Wagner, para levar suas queixas.

Também no âmbito da administração as queixas começam a aparecer e já são muitas as críticas à forma excessivamente rígida de controle de gastos e a burocracia exigida para viabilizar qualquer projeto. (EP)

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