Setembro Amarelo: Bahia registra alta de 203% nos afastamentos por transtornos mentais

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31 de agosto de 2026
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Foto: Divulgação/Ascom/Magnific


Epecialistas alertam para a necessidade Em meio às ações do Setembro Amarelo, campanha de conscientização sobre prevenção do suicídio e valorização da vida, os números sobre  saúde mental no ambiente de trabalho chamam atenção na Bahia. Dados do SmartLab, plataforma desenvolvida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostram que os afastamentos por transtornos mentais no estado mais que triplicaram em dez anos, passando de 5.020 benefícios previdenciários concedidos em 2014 para 15.189 em 2024, um crescimento de aproximadamente 203%. de olhar para os impactos da pressão excessiva, do assédio organizacional, da sobrecarga de trabalho e da falta de suporte emocional dentro das empresas. Segundo a médica do trabalho baiana Ana Paula Teixeira, autora do livro Quando o Trabalho Dói, muitas organizações ainda enxergam o desempenho apenas sob a ótica dos resultados, ignorando os efeitos que ambientes adoecedores podem causar nos colaboradores.

“Bem-estar e segurança psicológica precisam ser entendidos como estratégias de gestão, e não apenas como exigências legais. Equipes saudáveis produzem melhor, permanecem mais engajadas e apresentam menor risco de adoecimento”, afirma a especialista. Para ela, a construção de ambientes de trabalho mais seguros passa pela revisão de metas, pelo combate ao assédio e pela promoção de uma cultura organizacional baseada na escuta e no respeito.

A prevenção exige ações estruturadas e permanentes, segundo a especialista em Saúde Mental e Bem-estar. “Entre as medidas preventivas estão a capacitação de lideranças para identificar sinais de sofrimento emocional, a criação de canais confidenciais de acolhimento e a avaliação dos chamados riscos psicossociais, que passaram a receber atenção especial com a atualização em 2026 da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passa a exigir das empresas maior atenção aos riscos psicossociais no trabalho. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, queda de rendimento e alterações de humor são sinais que devem ser observados com cuidado e acolhimento”, conclui Ana Paula Teixeira.

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